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ANDRÉ SILVA

Um termo de compromisso referente a execução do programa Luz Para Todos nas comunidades do interior do Amapá foi assinado entre entres as operadoras reguladoras de energia elétrica e a Justiça Federal, Na tarde desta quarta-feira (5).

De acordo com o cronograma de execução do projeto da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), até o fim de 2018 as 11,7 mil famílias estarão com luz elétrica em casa a custo zero.

Representantes de comunidades do interior prestigiaram audiência pública. Fotos: André Silva

Na cerimônia de assinatura do termo, em audiência pública ocorrida no auditório do prédio da Justiça Federal, na zona norte de Macapá, estiveram presentes representantes das comunidades de assentados do Amapá, presidente CEA, representantes da Eletronorte, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e foi presidida pelo juiz João Bosco.

“Sem dúvida alguma, vai haver um incremento na atividade produtiva dessas famílias nesses assentamentos”, ressaltou o magistrado.

Luz Para Todos no AP

O programa começou a ser executado no Estado em 2006, segundo o presidente da CEA, Marcelino da Cunha. De lá para cá, segundo relatórios apresentados pelo presidente, nove mil ligações já foram realizadas em todo o Amapá.

A previsão é de que a nova etapa do programa, gerido pela estatal, atinja 143 comunidades rurais com a previsão de investimentos na ordem de R$ 320 milhões.

Assinatura do termo entre operadoras e Justiça

Cunha pontuou também que existem peculiaridades no Estado que precisam ser levadas em consideração e ressaltou que executar uma obra no Amapá é diferente de se executar em outros estados. Um dos fatores é a logística de materiais que precisam ser trazidos de outros lugares.

“Para não correr o risco do que aconteceu no passado: iniciar um processo de licitação e não aparecerem interessados. Ou pior, aparecer aventureiros que vão iniciar as obras e deixar pela metade, como em contratos assinados em 2006 que só estamos conseguindo resolver agora”, ressaltou o presidente.

Maike dos Santos, de 35 anos, é da comunidade do Piaçacá. Ele conta que a falta de energia elétrica dificulta a sobrevivência no local.

“A situação lá está difícil, prometeram luz e até agora nada. A gente não tem como conservar os alimentos nem mesmo salgando por que eles acabam estragando”, reclamou o assentado.

Maike dos Santos: condições precárias sem energia elétrica

Em até 15 dias será lançado o processo licitatória das empresas interessadas em executar a obra que terá início em até 30 dias após o resultado. As primeira comunidades a serem atendidas serão: Maracá, Água Branca do Cajarí, Lourenço e Carnot.

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