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OLHO DE BOTO

A madrugada deste domingo (2) foi violenta em Macapá. Em bairros diferentes, dois homens foram assassinados e um foi ferido a tiros.

O primeiro homicídio ocorreu por volta das 00h30min, na Avenida Professora Lucila Brasão, no Bairro do Zerão, zona sul de Macapá. A vítima foi identificada como Erivandro Almeida Dutra, o “Belo”, de 17 anos.

De acordo com a Polícia Militar, ele foi alvejado com 4 tiros e socorrido por populares até o Hospital de Emergência de Macapá, onde acabou morrendo.

Testemunhas informaram à polícia que os assassinos estavam em uma motocicleta Broz vermelha e branca. Eles ainda não foram localizados. A suspeita é de um suposto acerto de contas. Um irmão da vítima cumpre pena no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).

Às 3h, no Bairro Vale Verde, Distrito da Fazendinha, dois homens identificados apenas como “Zolhudo” e “Pagé” efetuaram três disparos em Jilverliton Costa Rocha, de 34 anos. Um dos disparos atingiu as costas da vítima que foi levada consciente por uma ambulância do Corpo de Bombeiros até o Pronto Socorro de Santana. Uma equipe do 1º BPM fez incursões no local, mas não fez prisões.

Equipe do Corpo de Bombeiro constatou o óbito da vítima no local. Fotos: Olho de Boto

No início da manhã, por volta das 6h, o corpo de um homem foi encontrado em uma calçada na Rua Manoel Brasil, no Bairro dos Congós, zona sul. A vítima é o ajudante de pedreiro, Ari Guilherme Felipe da Silva Júnior, de 26 anos.

De acordo com a PM, ele foi morto com uma facada no peito. Parentes informaram que ele estava ameaçado de morte desde que brigou com uma mulher de quem ele gostava, mas não era correspondido. Mesmo assim, ele ajudava a mulher financeiramente.

Parentes e curiosos observam corpo: vítima teria sido ameaçada de morte

“Ela ligava pra ele pedindo dinheiro, carne, e ele sempre levava. Na semana passada, ele deu R$ 300 e um ventilador, e depois foi buscar de volta. Ela não deu, eles brigaram, ele bateu nela, e desde esse dia ele ficou ameaçado”, comentou Raí Muller, irmão da vítima. “Ele era ajudante de pedreiro e muito trabalhador. Todos gostavam muito dele”, garantiu.

Há um rastro de sangue por todo o quarteirão, indicando que Ari Guuilherme ainda caminhou em busca de socorro, até não aguentar mais. Até agora, a PM não fez prisões.

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