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DA REDAÇÃO

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, tem prazo de 72 horas para explicar porque a Polícia Federal desmontou a força tarefa de delegados da Lava-Jato. O prazo é derivado da ação protocolada pelo senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP).

O senador ingressou com a ação popular, na última sexta-feira (7), na Justiça Federal de Macapá. O processo está com o juiz Hilton Sávio Gonçalo, da 6ª Vara Federal.

No pedido de liminar, o senador solicita a suspensão da “reestruturação” do grupo de delegados e a manutenção da força tarefa dedicada exclusivamente às investigações dos casos de corrupção envolvendo empresários e políticos.

Senador assina protocolo ao entregar ação na Justiça Federal. Fotos: André Silva

A suspensão valeria até que o Ministério da Justiça apresente estudos sobre os impactos dessa medida na Operação Lava-Jato.

“Tendo em vista a relevância dos fatos articulados na petição inicial, intime-se a União para que se manifeste sobre o pedido liminar, no prazo de 72 (setenta e duas) horas”, disse o juiz federal.

Randolfe Rodrigues acredita o ministro foi “contratado para barrar a Lava-Jato”, visando “sufocar por inanição” os trabalhos dos investigadores.

A manobra, acrescenta o senador na petição,  tenta blindar o Planalto para uma rebelião da opinião pública.

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