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CÁSSIA LIMA

Moradores do Bairro das Pedrinhas, do entorno do Conjunto Mônaco, brigam na justiça pela derrubada do muro e guarita do residencial. Eles alegam que a construção que fecha o local é um apartheid social e desrespeita o direito de ir e vir. Os moradores de dentro do conjunto afirmam que a obra é para a segurança após furtos e roubos.

Existem dois processos judiciais sobre a divergência dos moradores que moram fora e dentro do conjunto. Um dos processos é que a construção do muro com a guarita afeta o direito constitucional de ir e vir. O outro processo é referente a uma área verde comum.

“Queremos que os processos sejam encaminhados para a Justiça Federal já que existem juízes que moram dentro do conjunto e podem interferir na sentença. Esse muro é ilegal já que o conjunto é fruto de um convênio entre prefeitura e Governo Federal”, alegou o representante dos moradores do lado de fora do conjunto, advogado Robson Gomes.

Muro fecha os fundos do conjunto. Fotos: Cássia Lima

O conjunto foi feito em 1986 com uma planta simples e uma área verde comum a comunidade. Em 2012 os moradores do habitacional criaram uma associação para fazer um condomínio e construir guarita e muro. Eles alegam que são alvo constante de furtos e roubos e que a obra traria segurança.

A síndica do conjunto Joelly Cristina não quis gravar entrevista ao portal SELESNAFES.COM, mas alegou que a obra possui projeto na prefeitura, licença do Imap e autorização judicial. Ela informou que os moradores vão aguardar a decisão final da justiça.

Os moradores fora do conjunto já realizaram protestos e chegaram a quebrar uma parte da obra. Eles prometem reivindicar a passagem pelo local.

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