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ANDRÉ SILVA

Os moradores da Vila do Curiaú, distante 8 quilômetros de Macapá, dizem que esperam até três horas pelo ônibus. Por isso, alguns preferem arriscar a viagem pegando uma lotação que chega a custar quase o mesmo valor do coletivo.

A situação é precária, segundo relatam. São poucos ônibus para atender a comunidade e constantemente alguns deles quebram.

A revendedora de cosméticos, Nira Menezes, de 40 anos, disse que quando o ônibus demora a única opção é pegar uma lotação. Ela sempre precisa ir ao centro da cidade para resolver problemas.

Nira Menezes sempre usa o lotação

“É mais caro, mas não tem ônibus suficiente e os que têm é só sucata. Prefiro pegar uma lotação um pouco mais cara, mas tem mais conforto”, queixou-se a moradora.

A estudante e auxiliar administrativa, Alessandra Oliveira de Jesus, de 21 anos (foto de capa), conta que todos os dias tem problemas para pegar o ônibus na hora. Ela estava há uma hora e meia esperando do coletivo quando decidiu pegar a lotação.

“Ele passa de duas em duas horas , isso quando não está no prego. Com certeza ele estava no prego (por causa da demora) e até agora estaríamos esperando. Quando vier, o que vem é uma sucata”, protestou a estudante.

O único ônibus que apareceu durante a reportagem no Curiaú

Além da demora e das péssimas condições dos ônibus, os abrigos quase não existem na comunidade.

Após uma reunião entre a Companhia de Transportes e Trânsito de Macapá (CTMac), Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amapá (Setap) e representante  da empresa de ônibus Sião Thur com a Associação dos Moradores do Quilombo do Curiaú, na última sexta-feira (30), o proprietário da empresa e o representante do Setap disseram que iriam resolver o problema aumentando a frota nos horários de maior demanda. Quanto às paradas, eles não disseram nada.

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