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CÁSSIA LIMA

Ocorreu na manhã desta quinta-feira (6), a primeira audiência de instrução do tenente da Polícia Militar que matou o vigilante Fernando da Silva e Silva, de 25 anos, com um tiro na nuca. Familiares da vítima realizaram protesto contra o militar que responde em liberdade.
Durante a audiência, foram arroladas as testemunhas e depoimentos dos familiares. Segundo os parentes da vítima, Fernando foi morto sem motivo aparente pelo policial.

Aline Santos: morte de Fernando foi crime bárbaro. Fotos: Cássia Lima

 Parentes do vigilante passaram a manhã em frente ao Fórum de Macapá, na entrada da Rua Manoel Eudoxio. Além de justiça, eles pedem celeridade no julgamento do acusado, o tenente Dilermano da Luz, de 50 anos. Ele chegou a passar dias preso, mas foi liberado para responder em liberdade até seu julgamento.
“Foi horrível o que fizeram com ele. A gente espera que o policial pague pelo crime bárbaro que cometeu. Ele era um cara do bem, um verdadeiro príncipe”, disse a prima da vítima, Aline Santos.
Segundo a família de Fernando, ele nem conhecia o militar. Eles defendem a versão de que o policial teria entrado numa briga que ocorria entre Fernando e outros homens no mercantil.

Fernando à direita com primos. Foto: arquivo familiar

Fernando foi morto com um tiro na nuca na manhã do dia 18 de fevereiro deste ano, em frente a um mercantil no Bairro do Novo Buritizal, na zona sul de Macapá. 

“Foi o policial que se exaltou. As imagens mostram que ele (vítima) já estava de saída quando foi atingido pelo tiro nas costas”, destacou a prima de Fernando.

Os advogados de defesa do militar alegam que ele agiu em legítima defesa e que a morte teria sido acidental.

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