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SELES NAFES

A Polícia Federal de Macapá acredita ter prendido no município de Santana, a 17 quilômetros da capital, uma pessoa chave na organização criminosa que vem fraudando benefícios do INSS. Luciana Pereira Cardoso, presa em casa, na manhã desta terça-feira (18), seria a agenciadora de “clientes” para o grupo. A PF também divulgou a foto do cabeça do grupo de estelionatários. 

As fraudes estão sendo investigadas desde 2015, mas alguns golpes foram aplicados em 2012. Até agora, 38 benefícios da Lei de Amparo ao Idoso (Loas) foram identificados como fraudulentos, somando um prejuízo superior a R$ 400 mil, sem correções monetárias.

“Mas se levarmos em conta a idade verdadeira dessas pessoas e a expectativa de vida, o prejuízo evitado passa de milhões”, ponderou o delegado que investiga os casos, Alain Leão.

Segundo a PF, Luciana Pereira captava os clientes. Fotos: Seles Nafes

As fraudes começam pela captação de pessoas interessadas em acessar o benefício de forma fraudulenta, mas que ainda não têm 65 anos. A partir de uma certidão de nascimento legítima, mas com nomes e idades falsos, o grupo conseguia emitir outros documentos necessários para que a pessoa ficasse em condições de pedir o benefício ao INSS, que é de um salário mínimo, hoje em R$ 937. Em troca, o grupo recebia uma parte do benefício ou pagamento adiantado.

Nesta terça-feira, a PF deflagrou a terceira fase da Operação Isis, com vários mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. Num dos endereços onde o acusado seria preso, ninguém foi encontrado. Em Santana, Luciana Pereira foi presa, mas negou participação nos crimes.

Maranhão é o chefe do bando, e está com a prião decretada

PF tem fotos dele em várias situações

Um dos procurados é o homem que a Polícia Federal só conhece por foto e pelos apelidos e nomes falsos. Ele é conhecido como “Maranhão” ou “Maranhense”, mas também já usou os nomes: Nazareno Gonçalves, Romildo Rodrigues e José Almir Rodrigues dos Santos.

A PF ainda não sabe de que estado ele é, mas conseguiu fotos do homem em várias situações. Ele também está com a prisão preventiva decretada.

Além dos que participaram diretamente nas fraudes, a PF diz que também serão responsabilizados os beneficiários.

“Uma condição financeira desfavorável não é justificativa para cometer fraudes. Todas essas pessoas estavam conscientes do que estava acontecendo”, avisou o delegado.

Delegado Alain Leão, que investiga os casos

Mandados de prisões contra o chefe do grupo

Alain Leão adiantou que todos serão obrigados a devolver o que receberam fraudulentamente. Ele também deixou claro que o INSS precisa rever seus procedimentos de segurança.

“É preciso fazer uma análise ampla dos benefícios em todo o Estado do Amapá”, concluiu.

A PF divulgou um telefone para receber informações sobre o paradeiro de Maranhão. É 3213-7500

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