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ANDRÉ SILVA

O comércio de água mineral em Macapá continua acontecendo sem qualquer tipo de controle. Qualquer pessoa pode comprar e revender o produto independentemente de ter ou não uma empresa formalizada. Caminhões e carros saem lotados todos os dias de envasadoras formalmente registradas no município. Mas quem garante a qualidade da água que a população consome?

Em fevereiro do ano passado, o portal SELESNAFES.COM publicou matéria sobre o livre comércio da água mineral em Macapá. Picapes e caminhões circulam de um lado para o outro dentro da cidade, distribuindo o produto em supermercados e mercantis e pontos de vendas clandestinos, que funcionam sem alvará da Prefeitura. Os garrafões também são muito vistos em pátios de residência com a placa “Temos água mineral”. 

Em um desses pontos, que vende o garrafão de 20 litros por R$ 4 em um bairro da zona norte de Macapá, o proprietário do estabelecimento afirmou que qualquer pessoa pode vender o produto sem medo de ser incomodado.

“Ninguém mexe com água aqui. Isso é um negócio da terra. É igual carvão, ninguém mexe com carvão. Aqui você não precisa ter alvará de funcionamento nem nada. Você pode botar um freezer e encher de refrigerante e de água que ninguém vai te incomodar”, afirmou o comerciante.

Foto de reportagem feita em 2015 sobre o assunto

A água que ele vende vem de uma fonte localizada na Linha F da Rodovia AP 440, no ramal do KM-9.

No local indicado, quem deu informação para a reportagem foi uma encarregada da empresa que não quis se identificar. Ela falou que para ser um distribuidor da água, a empresa não exige que o cliente tenha uma empresa formalizada, basta apenas informar o número de CPF, RG e comprovante de residência.

“Tem gente que faz em nome de firma e tem gente que faz no nome de pessoa mesmo”, disse.

Quando questionada quanto a quem responsabilizar pela qualidade do produto, já que não há exigências para a distribuição e acondicionamento do líquido, ela não quis mais dar informações.

Garrafões são armazenados até em pátios de residências

A reportagem solicitou uma entrevista com um responsável pela empresa, mas ela disse que logo alguém entraria em contato com a redação. Até o fechamento desta matéria não recebemos o retorno.

A Vigilância Sanitária do Amapá, órgão responsável pela fiscalização sanitária de estabelecimentos que fornece o produto, ficou de se pronunciar sobre o assunto, mas adiantou que já existe um estudo sobre regulamentação da comercialização da água no Estado.

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