Compartilhamentos

De Santana, FERNANDO SANTOS

Uma reunião que ocorreu na Prefeitura de Santana, segundo mais populoso município do Amapá, tratou sobre a administração do Terminal Pesqueiro da cidade que desde 2009, quando foi construído, não teve 100% de funcionalidade.

Representantes do Governo Federal e da Prefeitura de Santana, iniciaram as tratativas para o reinício de serviços no local. Nesse primeiro encontro, a PMS manifestou interesse em ter sob sua responsabilidade o funcionamento e de buscar mecanismos para colocar o espaço em atividade. 

Suely Colares, representante da Superintendência de Agricultura no Amapá, afirmou que anteriormente o Terminal Pesqueiro estava sob a responsabilidade do órgão. E que hoje, o Ministério da Indústria e Comércio é quem administra o local mesmo sem haver qualquer tipo de atividade ali.

Prefeito Ofirney Sadala em encontro com representante da Superintendência de Agricultura no Amapá: vistoria será feita no terminal. Fotos: Fernando Santos

“Nossa intenção era saber se a prefeitura de Santana tinha o interesse de retomar as obras e consequentemente a administração do local. Tivemos o aceno positivo e a partir de agora, vamos iniciar o processo documental para que a PMS possa se responsabilizar pelo terminal”, disse.

Quando teve sua primeira fase concluída, o Terminal Pesqueiro gerou grande expectativa para pescadores e trabalhadores do porto de Santana. O local seria um propulsor na economia e geração de emprego e renda na área. Mas, como não funcionou acabou frustrando milhares de empreendedores locais. O prédio chegou a ter rachaduras e gerou polêmica, mas atualmente os problemas foram sanados.

Segundo o secretário de Administração de Santana, Eduardo Seabra, o município vem acompanhando o desenrolar em torno da obra e manifestou interesse em ter a administração do espaço.

Suely Colares: aceno positivo da prefeitura para assumir o terminal

“Esta é a primeira conversa até para sabermos qual era a real situação do terminal. E agora vamos tratar desse repasse novamente para a administração municipal do espaço. É um imbróglio antigo com uma série de erros, mas sabemos da vocação portuária da nossa cidade. Agora vamos desburocratizar os tramites para que no máximo em 90 dias, possamos iniciar os serviços no local”, afirmou.

Entre os equipamentos do Terminal Pesqueiro está uma fábrica de gelo orçada em mais de mais R$ 50 mil. A máquina diminuiria os custos de pescadores artesanais. O prefeito Ofirney Sadala disse que pretende realizar uma vistoria no local para saber a real demanda no espaço. Mesmo assim, manifestou a importância do funcionamento do terminal em caráter de emergência. 

“É uma das grandes necessidades dos pescadores da nossa região. Temos interesse em nossa administração na conclusão da obra e quem sabe, após a conclusão, repassar para uma secretaria ou entidade de classe a administração do espaço”, afirmou.

Vereador Rarison Santiago: população reclama sobre o funcionamento do terminal

O vereador Rarison Santiago acompanhou a reunião e afirmou que vem recebendo inúmeras reclamações de trabalhadores da área portuária.
“Estamos aqui porque recebemos muitas reclamações sobre o funcionamento do terminal pesqueiro. Uma obra grandiosa e que poderia movimentar a economia local. Gerando renda, empregos e muito mais. Tenho certeza que teremos uma solução que irá melhorar a vida dos trabalhadores”, disse.
Compartilhamentos