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CÁSSIA LIMA

O advogado do padrasto acusado de matar os enteados nega que Ozibenilson Oliveira de Sousa, de 23 anos, tenha matado as crianças de 6 e 9 anos. Os meninos foram encontrados mortos no último dia 20. A defesa alega que o homem tratava os enteados como se fossem seus filhos legítimos.

Ozibenilson Sousa cumpre prisão preventiva no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) desde a última quinta-feira (24), quando foi preso suspeito de matar os dois enteados, no município de Tartarugalzinho, a 232 quilômetros de Macapá.

Assim que os corpos foram encontrados o caso foi tratado como afogamento, mas uma tia dos meninos revelou à Polícia Civil que o padrasto costumava maltratar muito as crianças.

“Essa tia por parte de pai das crianças, que fez o depoimento culpando o padrasto, tem um argumento vazio. A própria mãe dos meninos disse que as crianças eram tratadas como filhos pelo companheiro”, explicou o advogado de defesa do padrasto, Ruan Dias, que pediu para preservar a imagem de seu cliente.

Advogado Ruan Dias: acusação vazia. Foto: Cássia Lima

A defesa conta que Ozibenilson Sousa e a mãe das crianças, Luciane dos Santos, vivem juntos há dois anos. Eles têm um filho, além dos meninos do primeiro relacionamento da mulher.

“Os meninos estavam brincando numa goiabeira ao lado da casa, que fica na beira de um lago. Quando eles (casal) foram procurar, as crianças não responderam. Meu cliente encontrou a roupa das crianças e o corpo dos dois no lago”, destacou a defesa, que tenta revogar a prisão do suspeito.

A Polícia Civil acredita que o padrasto tenha atraído os meninos para a água, mesmo sabendo que não sabiam nadar, por não aceitar conviver com eles. Os meninos eram Lio Lima, de 6 anos, e Paulo Ricardo Lima, de 9 anos.

“Ele tá sendo acusado por ter encontrado os corpos. A tia diz que ele batia nas crianças, mas não existe antecedente nenhum. E a mãe dos meninos, não confirma isso”, concluiu a defesa.

Fotos do advogado: Cássia Lima

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