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CÁSSIA LIMA

Um relatório divulgado está semana pela Controladoria Geral da União (CGU), referente ao ano de 2014, identificou um prejuízo de R$ 40.711,24 aos cofres públicos do Amapá. O documento descreve que medicamentos de alto custo estavam vencidos ou foram perdidos por mau armazenamento.

A assessoria do ex-governador Camilo Capiberibe (PSB) disse que responsabilidade sobre os medicamentos era da Secretaria de Saúde, à época. 

Apesar de a auditoria ter sido realizada em 2014, apenas agora a CGU divulgou o levantamento que também tem dados de outros Estados. Além do Amapá, relatório mostra que 11 Estados e o Distrito Federal geraram prejuízos com medicamentos vencidos. Ao todo, o desperdício foi de R$ 16 milhões.

No Amapá, foram encontrados 68 frascos de Alfapeginterferona entre os produtos perdidos pelo fim da validade. O remédio é usado para combater a melanoma, um tipo mais agressivo de câncer de pele.

Outro medicamento descrito no relatório é a Quetiapina. As 168 cartelas de comprimidos perdidas seriam destinadas a pacientes com transtornos mentais. 

Outros medicamentos se perderam quando o sistema de refrigeração pifou. Fotos: CGU

Os remédios seriam utilizados por pacientes da rede pública com câncer, esquizofrenia, hemofilia e outras doenças. Os medicamentos são distribuídos aos estados sob a supervisão da União. 

Segundo o relatório, os medicamentos vencidos estavam na Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF), desde 2013. Ou seja estavam havia mais de 1 ano vencidos. A CAF é subordinada à Secretaria de Saúde do Estado (Sesa).  

O documento ainda descreve que os remédios com datas de validade vencidas somaram R$ 30.334,84.

Já os remédios mal armazenados contabilizam um prejuízo de R$ 10.376,40, na época, os auditores da CGU constataram que um problema na rede elétrica danificou os itens nos refrigeradores e acabou danificando os medicamentos.

A ser procurada pelo portal SELESNAFES.COM, a Secretaria de Saúde destacou que o relatório é referente a ações da gestão anterior. A assessoria de comunicação o ex-governador Camilo Capiberibe, indicou a secretária de saúde da época, Olinda Consuelo, que atuou de 2011 a 2014. Ela não retornou as ligações.

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