Compartilhamentos

ANDRÉ SILVA

O candidato que está sendo acusado nas redes sociais de ter vazado a prova do concurso público da Polícia Militar do Amapá disse nesta quarta-feira (23), em entrevista exclusiva ao portal SELESNAFES.COM, que é inocente. Ele revelou que a divulgação de sua foto em grupos de WhatsApp e Facebook resultou em ameaças diárias.

Audrim Marcus Bruce, de 20 anos, contou que se inscreveu para fazer a prova, mas no último momento desistiu. Ele cursa o segundo semestre de Direito, e, por correr o risco de ser chamado e não ter o diploma em mãos, decidiu abrir mão da prova.

“Eu vi que não seria viável, porque mesmo que eu passasse, ou meu nome ficasse na lista de espera, não teria como eu terminar a minha faculdade antes do prazo do concurso expirar”, explicou.

No dia da prova (domingo, 20), ele disse que tem como provar que ficou dormindo em casa. A mesma informação foi dada à Polícia Civil em depoimento na última terça-feira (22).

Audrim Bruce ao lado do advogado Jean Medeiros: objetivo era atingir a credibilidade do concurso. Fotos: André Silva

Na segunda-feira (21), começou a circular em grupos de WhatsApp uma foto dele, onde ele aparece vestido com um colete que seria da PM. A fotografia, segundo o estudante, tirada em 2014, e o colete pertence ao pai dele que é policial militar.

Quanto às fotografias das provas com o nome dele, ele suspeita que algum fiscal, mal intencionado, tenha tirado a foto e divulgado com o objetivo de prejudicar o certame.

“Como meu nome inicia com a letra ‘A’ suponho que a primeira prova dentro do envelope fosse a minha. Assim que ele abriu, fez a imagem”, suspeita.

Audrim Bruce vestindo o colete do pai, que é policial militar: um sonho

Audrim diz que está disposto a provar a sua inocência, pois a imagem e a segurança de sua família estão em risco. Ele tem um irmão gêmeo e teme pela segurança dele.

“Quero provar que sou inocente e que tudo que estão falando a meu respeito não é verdade. Temo pela segurança de meus familiares, e principalmente do meu irmão”.

O advogado Jean Medeiros, que acompanha Audrim Bruce, explicou que por enquanto não pode revelar como anda o inquérito sobre o caso, pois a investigação da Polícia Civil poderia ser prejudicada.

Medeiros acha que o principal alvo do vazamento pode não ser o seu cliente, mas sim a credibilidade da empresa que organizou o concurso.

“O interesse de quem fez isso não é prejudicar o Audrim, e sim descredibilizar o concurso e a Fundação Carlos Chagas. O que a gente quer não é acusar alguém agora, e sim inocentar o Audrim, e nós temos prova suficiente para fazer isso”, argumentou o advogado.

Compartilhamentos