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CÁSSIA LIMA

Três pessoas denunciaram à Polícia Civil do Amapá que foram assediadas por um falso médico em um hospital particular de Macapá no último fim de semana. Os casos são parecidos. As pessoas relataram sobre o mesmo homem que estranhamente possui informações específicas do estado de saúde de pacientes.

Uma das vítimas foi a família da jornalista Mariléia Maciel, que está com a mãe internada por causa de uma pneumonia. A após dias de idas e vindas, a mãe da jornalista melhorou e no último sábado (26) veio o susto.

“Recebi a ligação de um número de celular de Macapá, com a foto de perfil de um jovem de jaleco. Ele se identificou como médico e contou que tinha acabado de receber o resultado dos exames e disse que minha mãe tinha hemorragia no fígado, e que precisava de cuidados rápidos”, contou a jornalista.

Golpista demonstra conhecer quadro dos pacientes. Imagens: Mariléia Maciel

No calor da emoção, e com informações detalhadas sobre o quadro da mãe e até da gerência do hospital, o suposto médico pedia autorização e o pagamento de exames de laboratório que somavam mais de R$ 1,3 mil.

“Ele continuou insistindo que o exame seria feito na própria UTI para mamãe não ter que sair na ambulância e já iam começar a montar a sala enquanto esperavam a resposta da transferência”, detalhou a jornalista que começou a desconfiar da persistência do médico.

Já estressada com a situação, Mariléia Maciel decidiu junto com as irmãs que não iria fazer a transferência. Elas decidiram pesquisar o nome do laboratório que ia fazer o exame, e não batia porque era em São Paulo. Alem disso, o suposto médico não trabalhava no hospital.

Golpe é aplicado usando a foto do médico de outro Estado

“Liguei para o geriatra da mamãe, que também atende no São Camilo e ele disse que não conhecia esse médico e alertou que era golpe. Graças a Deus minha irmã não tinha feito a transferência de R$ 1,3 mil”.

A jornalista por pouco não caiu no golpe, mas outras duas pessoas chegaram a transferir valores. Os casos são investigados e foi constatado que a foto usada pelos criminosos é de um médico cardiologista de outro Estado com o nome de Fábio Alves.

No número usado ninguém atende o telefone.

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