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ANDRÉ SILVA

Uma pediatra do Hospital de Emergência (HE) de Macapá explica que o uso de clipe de papel para retirar objetos estranhos de narinas e ouvidos de crianças é recomendado pelos livros de Medicina. A médica se referiu ao caso da criança que há três meses sofria com um objeto no nariz, tema de uma reportagem que foi ao ar no portal SELESNAFES.COM nesta segunda-feira (28).

Esse tipo de acidente envolvendo crianças é mais comum do que se imagina. Segundo a médica, Melissa Dalmeida, plantonista no HE, em média duas crianças são atendidas por dia com o mesmo problema. 

Miguel passou três meses com um pedaço de fita isolante dentro do nariz. Foto: arquivo familiar

Ela explicou que o procedimento usado na criança é seguro e que é muito utilizado por médicos no mundo inteiro. A técnica é ensinada em cursos de medicina e está nas literaturas utilizadas nos cursos (veja foto). Dalmeida explica que geralmente esse tipo de procedimento é realizado em pacientes nos quais o objeto pode ser identificado a olho nu. 

“Às vezes a situação está bem simples. O médico vê o corpo estranho na narina, e utiliza a técnica ensinada na literatura médica onde é utilizada uma pinça improvisada de clipe de papel. Ela é semelhante a uma pinça industrializada. O material é improvisado, mas a técnica não”, assegura a médica.  

Prevenção 

Ela acredita que acidentes desse tipo poderiam ser evitados, já que o material retirado na maioria das vezes das narinas e ouvidos de crianças não deveria estar ao alcance delas.

“Parafuso, prego, miçangas e objetos pequenos devem ser mantidos fora do alcance de crianças, só assim para prevenir acidentes”, orienta a médica. 

O caso Miguel

O pequeno Miguel passou três meses com um pedaço de fita isolante dentro do nariz. Ele chegou a ser atendido no HE e, segundo a mãe do bebê, um dos procedimentos utilizados para a retirada do corpo estranho foi o uso da pinça improvisada. A criança foi operada e passa bem.

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