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ANDRÉ SILVA

Índios da etnia Waiãpi estiveram em Macapá para aprender como se cria abelhas sem ferrão. No curso, o meliponicultor Melson Monte ensinou como multiplicar os enxames em caixinhas no quintal de casa.

Vindos da reserva indígena localizada na Perimetral norte da BR 210,  em Pedra Branca do Amapari, sul do Amapá, os seis índios que participaram da atividade procuraram a orientação de um missionário evangélico da localidade para saber como poderiam ter acesso ao curso. Ele então localizou o profissional e trouxe os índios para a cidade para os dois dias de curso.

Curso foi ministrado em dois dias para indígenas. Fotos: divulgação

Com técnica, ida até a mata para tirar mel diminuirá

Melson Monte, especialista em criação de abelhas sem ferrão, explicou que com a técnica os indígenas precisarão entrar na mata com menos frequência para localizar os enxames e retirar o mel.

“Toda vez que eles precisam do mel eles vão à mata derrubam a árvore ou pegam a que esta derrubada, abrem o tronco e retiram o mel. Com a técnica eles poderão ter o enxame no quintal de casa”, explicou Monte.

O curso aconteceu nos dias 5 e 6 de agosto. Nele, os indígenas puderam conhecer a criação de abelhas sem ferrão na teoria e na prática, por meio de visitas em locais dentro de Macapá onde existem criadores, a confecção das caixas e como selecionar os enxames.

Índios conheceram criadores em Macapá que utilizam abelhas sem ferrão

“Plebeia Mínima”

Monte é criador de abelha da espécie “mosquito”, cientificamente conhecida por “plebeia mínima”. Essa espécie pode medir aproximadamente um centímetro. Ele ministra cursos voltados à criação deste tipo de abelha que produz o mel fitoterápico utilizado para combater a catarata.

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