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CÁSSIA LIMA

Lixo mal armazenado e esgoto são despejados na rua por donos de quiosques do Complexo Beira-Rio, na orla de Macapá. Não é raro ver pela manhã urubus fazendo uma festa em meio à sujeira de um dos cartões postais do Estado. Garis limpam todos os dias o local.

Os quiosques ficam em frente ao Macapá Hotel, bem próximo ao Trapiche Eliezer Levi e a Fortaleza de São José de Macapá. Pela manhã o local está cheio de sacolas, garrafas, muitos plásticos e até restos de comida. O lixo é amontoado pelos donos dos 9 quiosques do Complexo. Não existe um armazenamento correto do lixo.

Esgoto que escorre dos quiosques. Fotos: Seles Nafes e Cássia Lima

Pequenos lixos que se amontoam no local

“Não temos onde colocar o lixo. Não existe um lixeiro só para isso. Então amontoamos onde podemos porque o lixeiro limpa todas as manhãs”, argumentou o dono de um quiosque, que preferiu não se identificar.

O espaço que tem a destinação para ciclistas recebe o lixo e até o esgoto de louças de alguns quiosques. A grama do espaço ao lado se mistura com os restos e até os banheiros de alguns bares tem lixo na porta.

Dos 9 quiosques do local, apenas um colocou por conta própria uma lixeira, mas no fim do dia o lixo é acumulado junto com os demais, no meio da calçada e em parte da rua.  

O local é fiscalizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Semduh), que recentemente fez uma vistoria documental nos quiosques. O órgão prometeu averiguar a situação no complexo.

Lixo próximo ao banheiro dos quiosques

Restos são recolhidos diariamente do local

“Vamos entrar em contato com o setor competente e fiscalizar essa denúncia”, se limitou a dizer o chefe de Fiscalização Urbanística do órgão, Saulo Jardim.

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