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DA REDAÇÃO

A onda de furtos no Centro Comercial de Macapá levantou um debate acerca das pequenas cracolândias espalhadas ao redor do comércio tradicional do Amapá. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Macapá (CDL) publicou uma nota no último fim de semana repudiando a falta de segurança e o que chamou de saques em 4 lojas, além de sua própria sede. 

De acordo com a entidade, os alvos dos criminosos foram a Domestilar Casa, Óticas Viver, Center Kennedy e o Palácio dos Esportes, além da CDL. No último sábado (12) foi a vez Agência de Fomento do Amapá (Afap), onde dois moradores de rua e usuários de drogas foram presos. Todos os furtos, inclusive, são atribuídos a usuários de drogas que vivem nas ruas. 

“É lamentável saber que o poder público tem deixado crescentes pontos de cracolândias se formarem ao redor do Centro Comercial de Macapá, o que vem trazendo danos e prejuízos à lojistas da capital”, diz a nota assinada pelo presidente da CDL, Marcos Cardoso.

Moradores de rua que invadiram a Agência de Fomento, no sábado. Fotos: Olho de Boto

A CDL reivindica a elaboração de um plano de segurança para a região onde fica o comércio popular de Macapá.

O comando da PM, no entanto, informou ao portal SELESNAFES.COM que tem cumprido seu papel que é prender os acusados de furtos. Para ele, não seria justo responsabilizar apenas a Polícia Militar.

“Não podemos focar nosso trabalho apenas na proteção de empresas. Ontem fizemos a prisão de um drogado que fazia furtos e os que invadiram a Agência de Fomento. É um problema social que não é a PM que vai resolver. Um dos problemas é que essas pessoas passam pouco tempo presas. Na audiência de custódia a maioria volta para casa e acaba cometendo outros crimes. No Iapen, 90% dos presos são reincidentes”, comentou o comandante geral da PM, o coronel Rodolfo Oliveira.  

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