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CÁSSIA LIMA

O Ministério Público Estadual pediu a prisão dos cinco policiais militares acusados de agredir um preso dentro de uma cela do Ciosp do Pacoval, em março deste ano. O caso teve ampla repercussão já que os policiais não teriam obedecido à voz de prisão do delegado de plantão.

A decisão foi publicada na terça-feira (29) e determina a prisão preventiva dos militares por agredir o preso com spray de pimenta e com um fuzil.

Delegado Luiz Carlos acompanhado de colegas para pedir a prisão preventiva de todos os PMs envolvidos na confusão. Foto: Arquivo/SN

Segundo consta no processo, os policias foram flagrados pelo delegado do plantão, Luis Carlos Gomes. O delegado, na época, deu voz de prisão aos policias, mas os militares não acataram. Um oficial da PM teria ido até o Ciosp para retirar os militares.

“Agrediram as vítimas que já estavam sob sua guarda e autoridade, algemadas com as mãos para trás, portanto, impossibilitadas de oferecer qualquer defesa, e com o efetivo uso de spray de pimenta, além de chutes em suas genitálias, golpes de fuzil em suas pernas e agressões com sandália em seus rostos”, diz o pedido.

O caso repercutiu porque o capitão chegou à delegacia para apurar os fatos e questionou a decisão do delegado em autuar os policiais militares em flagrante delito. O capitão ainda determinou que o delegado fosse embora da delegacia.

Após longa discussão entre o delegado de polícia e o denunciado, todos foram embora do Ciosp. Na época, o delegado chegou a pedir a prisão dos PMs, mas o pedido foi negado pela justiça. 

Contudo, os PMs foram indiciados e agora denunciados pelo MP com pedido de condenação.

A comunicação social da PM informou que a corporação só irá se pronunciar depois que for notificada e tomar ciência de todos os detalhes da denúncia.

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