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DA REDAÇÃO

As polícias Civil e Militar decidiram intensificar a fiscalização nas chamadas festas rave, eventos de música eletrônica que geralmente são realizados em locais afastados dos centros urbanos. No último fim de semana, as equipes terminaram com uma festa que ocorria no município de Mazagão.

A festa tinha começado no sábado (5) às 14h, e tinha previsão de terminar somente às 4h do dia seguinte. O local escolhido era um sítio às margens da Rodovia AP-010, em Mazagão Novo, sede do município.

Quando os policiais chegaram ao local, acompanhados do Bope, havia cerca de 40 pessoas na festa, mas a expectativa era de que o público iria crescer ao longo do dia e da noite.

A polícia acredita que nas raves exista uma grande circulação de drogas, especialmente as fabricadas em laboratório. Neste caso, no entanto, nenhum entorpecente foi encontrado.

Os policiais decidiram não fazer revistas depois que encontraram uma grave falha no licenciamento da festa.

“Não tinha licença de segurança do Corpo de Bombeiros Militar. (…) Eles tinham uma brigada de bombeiro civil, que não tem como dar laudo de segurança”, explicou o delegado de polícia Alan Moutinho, do Núcleo de Operações e Inteligência (NOI).

Apesar dos episódios em que raves foram suspensas pela polícia, o delegado garante que não se trata de perseguição.

“Não podemos impedir as festas, mas elas precisam estar licenciadas”, concluiu Moutinho.

Os organizadores da festa lançaram uma nota de protesto no Facebook dizendo que a polícia achou uma brecha para impedir a realização da festa, mas que o movimento chamado de “Resistrance” vai continuar.   

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