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LEONARDO MELO

Um soldado da Polícia Militar do Amapá assumiu a autoria da morte de um adolescente de 17 anos, ocorrida no início da manhã deste domingo (27), no Bairro do Muca, zona sul de Macapá. O policial disse que agiu em legítima defesa.

Numa primeira versão contada por alguns moradores, o menor estaria na Ponte José de Paula Lobo, por vota das 5h, conversando com outros rapazes quando o grupo viu um homem se aproximando armado. Elenilson Martel, de 17 anos, tentou fugir, tropeçou e caiu. Ele ainda teria implorado pela vida antes de receber um tiro mortal.

O atirador teria fugido. Policiais militares que atenderam a ocorrência avaliaram, informalmente, que e morte não teria passado de um engano, já que a vítima teria sido a única que não conseguiu escapar por ter caído na ponte.

Horas depois, no entanto, o PM Lucas Vilhena Batista Filho se apresentou espontaneamente no Ciosp do Pacoval, e assumiu a autoria da morte.

Corpo do adolescente é removido por equipe da Politec na manhã do domingo (27). Foto: Olho de Boto

O policial contou que estava indo visitar uma amiga, e estaria desarmado quando se deparou com Elenilson Martel. O rapaz teria lhe oferecido drogas. Houve uma discussão e luta corporal.

Segundo o policial, o adolescente estava armado. Na briga pela arma, dois tiros foram disparados. Um acertou de raspão a cabeça do PM, causando um ferimento, e o outro acertou o adolescente de forma fatal.

Depois disso, o soldado contou que foi para casa, onde tirou a roupa ensanguentada, tomou banho e procurou a Polícia Civil para prestar esclarecimentos.

Depois do depoimento do Ciosp do Pacoval, o policial foi liberado para responder ao processo em liberdade. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios. 

A Comunicação Social da Polícia Militar ficou de emitir um posicionamento ainda nesta manhã de segunda-feira (28).

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