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DA REDAÇÃO

Representantes de entidades folclóricas do Brasil foram convidados para participar uma audiência pública na Câmara dos Deputados, que vai discutir o ciclo produtivo da quadra junina. A iniciativa é do deputado federal Marcos Reátegui (PSD).

A audiência está marcada para o próximo dia 14, na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os vários convidados, estarão presentes a presidente da Federação das Entidades Folclóricas do Amapá (Fefap), Daiana Roniele, e o presidente da Confederação Brasileira de Entidades de Quadrilha Junina (Confebraq), Carlos Brito. 

Além de gerar oportunidade de trabalho para profissionais em várias áreas, como figurinistas, designers, artistas, produtores, coreógrafos e maquiadores, as quadras juninas exploram a cultura e a história de cada cidade onde é realizada, e hoje é considerada um poderoso instrumento de inclusão social. Essa manifestação cada vez mais forte em todo o Brasil, também é tema de estudos acadêmicos.

A quadra junina movimenta profissionais como figurinistas e maquiadores

A importância da quadra junina levou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) a investir no programa para o Desenvolvimento da Economia  da Cultura, destinado a financiar projetos e planos de negócios do setor.

No Amapá a quadra junina é movimentada durante o ano inteiro, e a Fefap mobiliza cerca de 100 grupos distribuídos em todo o Estado, que agregam em média 80 pessoas, entre quadrilheiros e profissionais.

Oficialmente a quadra inicia em maio, com as disputas nos polos municipais, mas desde o término do festival estadual os grupos já se organizam para o próximo ano. Estima-se que circulam ao redor da quadra junina, justificando a economia criativa, aproximadamente 20 mil pessoas, principalmente das periferias, de onde saem a maioria dos integrantes.

Deputado Marcos Reátegui entrega prêmio para representante de grupo junino na quadra de 2016: quadrilhas trabalham o ano inteiro. Foto: Arquivo

“Este setor é o que mais cresce, e sem interrupção, com ou sem investimento de recursos públicos. São centenas de jovens e famílias inseridos no processo cultural e econômico, que os afasta do crime e violência. (…) É uma cadeia que sobrevive silenciosamente nas periferias, e têm o ápice nas apresentações, quando finalmente são aplaudidos e elogiados por seu talento e trabalho. Este é um fenômeno que precisa ser tratado com seriedade e suas perspectivas debatidos em cenário nacional”, defende o autor da audiência, deputado Marcos Reátegui.

Estão confirmadas na audiências as presenças de representantes das federações de Goiás, Bahia, Roraima, Minas Gerais, Alagoas, Piauí, Amazonas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Tocantins, Pará, Rio de Janeiro e Distrito Federal. 

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