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De Oiapoque, HUMBERTO BAÍA 

Uma associação cultural do município de Oiapoque, cidade de 590 quilômetros de Macapá, responsável pela produção de vários documentários sobre o sincretismo religioso do interior do Amapá, acaba de ganhar um prêmio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A Associação Amapaense de Folclore e Cultura Popular tem como principal objetivo incentivar os estudos e preservação da cultura popular na Amazônia. Em todo o estado do Amapá, ela já produziu 9 documentários em Mazagão, Macapá, Santana, Calçoene e Oiapoque, sempre na temática religiosa.

A professora e doutoranda de História pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Decleuma Lobato, é a coordenadora do projeto. Ele mora atualmente em Oiapoque, onde está produzindo novos projetos na área da cultura e preservação ambiental.

“Também estamos trabalhando para produzir conteúdo científico para o público em geral”, revela a pesquisadora em seu sítio na comunidade de Vila Vitória, distrito a 5 quilômetros da sede do município.

Associação já produziu 9 documentários sobre as crenças religiosas do interior do Amapá. Fotos: Humberto Baía

“Fizemos a inscrição, mas concorrer em nível nacional e ganhar foi uma grande satisfação, porque é o reconhecimento de um trabalho feito pela sociedade civil (…). Na verdade, isso deveria ser um trabalho a ser executado pelo próprio Estado”, critica a pesquisadora.

Semana passada, a associação recebeu o reconhecimento na 30° Edição do “Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade”, oferecido pelo Iphan.

Decleuma Lobato mora em um sítio na Vila Vitória

Duramente muitos anos, a Associação Amapaense de Folclore e Cultura Popular funcionou em uma sala no segundo andar da Biblioteca Elcir Lacerda.

Parte do prêmio de R$ 30 mil será usada na impressão de vários trabalhos já realizados pela associação.

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