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DA REDAÇÃO

A orla de Macapá foi o local escolhido no Amapá para uma manifestação na tarde de sábado (2) contra as medidas tomadas pelo governo federal que prevê a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca).  

Organizado pela REDE Sustentabilidade e partidos aliados, como o PSOL, o protesto contou com a presença da ex-senadora, ministra e presidenciável Marina Silva, o senador Randolfe Rodrigues, o prefeito de Macapá, Clécio Luís, o senador João Capiberibe (PSB) o ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, e parlamentares.

O evento iniciou no fim da tarde, às margens do Rio Amazonas. Representantes de aldeias, como uma delegação Waijãpi e do Complexo do Tumucumaque, marcaram presença. Extrativistas da Renca também foram ao ato.

Senador Randolfe Rodrigues foi um dos impulsionadores do ato. Fotos: reprodução

A manifestação reuniu ainda artistas de diversos segmentos, ativistas e simpatizantes da causa.

Antes do ato, Marina Silva participou da conferência da REDE Sustentabilidade, que ocorreu no Sindicato dos Bancários. Em sua fala de saudação ao encontro, ela não poupou críticas ao que avalia como “retrocesso ambiental”.

“Além da corrupção sistêmica, que foi isso que levou o Brasil a quebradeira, como isso não bastasse, em 2012, esse retrocesso ambiental que está acontecendo agora, começou a acontecer. Ele tem data marcada. Na portaria 558, a presidente Dilma editou para desafetar as reservas da região do Tapajós, para facilitar a vida das hidrelétricas e facilitar a vida das mineradoras. Foram 86 mil hectares que foram desafetados para facilitar a vida dessa gente” disparou Marina contra a ex-presidente Dilma Roussef (PT), responsabilizando-a sobre a política ambiental em curso.

Representantes de aldeias também participaram do evento. Foto: Aldenor Junior

A porta-voz da REDE criticou ainda a forma como o presidente Michel Temer deliberou sobre o destino da Renca.

“Nós tivemos muitos retrocessos e o tiro de misericórdia está sendo dado. Essa atitude do presidente Temer de descriar a Renca com uma canetada, um projeto que tem mais de 30 anos, que começou com os governos militares, ele está conseguindo ser pior que os militares pra Amazônia”, disse Marina Silva.

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