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De Santana, FERNANDO SANTOS

Carla Milena Silva e Silva e Erickson Erivan Costa, presos pelo furto à 2ª Delegacia de Furtos e Roubos de Santana, no Amapá, admitiram em depoimento que os produtos levados do prédio seriam trocados por drogas na região portuária da cidade.

A confissão, segundo a delegada titular Luíza Maia, condiz com as suspeitas policiais de que muitos roubos na cidade estão ligados ao vício em drogas ilícitas. Os produtos viram moeda de troca para quitar dívidas com traficantes.

“Eles ainda conseguiram levar uma CPU e um revólver. Ambos são usuários de drogas e falaram que os produtos seriam trocados por pedras de crack. Com isso, concluímos que a ousadia deles se deu em virtude do vício. Ou seja, as drogas se tornaram o pai e mãe dessas pessoas que tiveram a ousadia de entrar em delegacia para roubar”, disse Luíza Maia.

Delegacia estava sozinha quando os dois criminosos entraram. Fotos: Fernando Santos

O crime ocorreu no dia 10 de setembro, quando o único agente da delegacia saiu para atender a uma ocorrência ao lado do prédio. Nesse momento, a dupla entrou no local através do banheiro da sala do delegado adjunto. Menos de uma hora depois, eles foram presos e encaminhados para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).

A delegada ainda não descartou a hipótese de que toda a ação tenha sido orquestrada por traficantes que teriam interesse nos dados do computador que havia sido furtado. No equipamento estão armazenados inquéritos e fotos de foragidos da Justiça.

“Eles não admitiram que foi a mando de traficantes, mas lógico que entendemos que, se foram direto naquele computador, havia uma motivação muito forte para isso. E com isso acreditamos que tenha, sim, ligação direta com traficantes”, suspeita a delegada.

Mesmo com toda a demanda de ações criminosas em Santana, Luíza Maia diz que as tentativas de intimidação do crime organizado não vão surtir efeito.

“Se essa ação foi uma tentativa de intimidação, reforçamos: não vão conseguir. Somos polícia e estamos sempre prontos para qualquer tipo de ação criminosa. Na nossa delegacia não vão se criar”, afirmou.

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