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SELES NAFES

Se depender da vontade do ex-prefeito de Santana, Robson Rocha (PP), a deputada federal Marcivânia Flexa (PCdoB) será a candidata a vice na chapa do governador Waldez Góes (PDT), que deverá tentar a reeleição no ano que vem. Robson e Marcivânia, adversários históricos, conversaram sobre o assunto recentemente.

Robson Rocha está na cúpula do governo. É o atual secretário adjunto de Cidades, uma escolha feito por Waldez no início do ano.

Marcivânia também está na base de apoio do governo estadual. Mas o foco dela, e isso ela tem repetido para todos, é na renovação do mandato e a salvação do PCdoB, que corre o risco de desaparecer se a cláusula de barreira passar a valer a partir do ano que vem. A regra extingue partidos que não tenham representação na Câmara dos Deputados.

Marcivânia em reunião no ano passado com o então prefeito, Robson Rocha, para discutir emendas. “Aparamos as arestas”. Foto: Arquivo/SN

Na eleição do ano passado, Robson e Marcivânia polarizaram a disputa, marcada por muita tensão e troca de farpas. O desgaste causado pelo pugilato beneficiou Ofirney Sadala (PHS), que apareceu como terceira via e venceu a eleição para a prefeitura.

“Eu tive uma boa conversa com ela, e aparamos qualquer aresta”, garante Robson Rocha.

O ex-prefeito disse que apresentou para a deputada a ideia de iniciar uma articulação para torná-la preferida na candidatura de vice. Robson acha que essa será a grande chance de Santana ter um representante no centro de decisões do Estado.  

“Santana passa a ter a chance de ter uma vice-governadora e depois governadora. Marcivânia vem fazendo um bom mandato, não tem mácula e tem musculatura (política) dentro e fora de Santana”, avalia. 

“Temos que deixar a vaidade de lado e defender um projeto político para Santana”, acrescenta.

O portal SELESNAFES.COM não conseguiu ouvir a deputada. Mas, lideranças do PCdoB consultadas pelo portal, disseram que Marcivânia avalia também a possibilidade de disputar o Senado.

fato é que ainda é muito cedo para qualquer candidato ao governo do Estado decidir sobre de onde sairá o vice. Lembrando que o atual, Papaléo Paes (sem partido), também tentará se manter no lugar, e pelo menos 10 partidos que estão na base do governo também estarão de olho na vaga.

Esse jogo, no final das contas, será decidido a poucos dias do fim do prazo do calendário eleitoral, que será junho de 2018. Mas estará em vantagem quem der o chute inicial na bola. 

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