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DA REDAÇÃO

Uma inspeção realizada no Hospital da Mulher Mãe Luzia pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP) e a Vigilância Sanitária constatou uma série de irregularidades, como péssimas condições estruturais e de higiene.

A vistoria, feita na primeira semana de agosto, encontrou um odor fétido no local, vindo de uma tubulação da fossa que havia estourado e vazado para uma área do prédio. Além disso, a sensação térmica insuportável em todas as enfermarias pela falta de climatização foi outro problema com a qual a equipe dos dois órgãos se deparou. Foi constatada ainda superlotação nas enfermarias de alto risco e também na enfermaria de pós-parto, com pacientes dividindo leitos ou sentadas em cadeiras de acompanhantes.

água da fossa passa perto de canteiro do hospital. Fotos: ascom MP

Além disso, há infiltrações nas paredes de vários ambientes, banheiros interditados por entupimento e na enfermaria do andar superior foi observado que o piso estava constantemente molhado devido o banho dos recém-nascidos em pias, aumentando o risco de queda para pacientes e funcionários.

“Encontramos indícios de que também não está implantando o Plano de Gerenciamento de Resíduos, nem manuais de Biossegurança. O ambulatório de ginecologia e outras atividades ambulatoriais estão instaladas dentro do hospital, ocasionando uma movimentação intensa de pessoas, comprometendo o fluxo hospitalar”, disse a farmacêutica e servidora do MP-AP, Elizeth Paraguassu.

Material entulhado nas dependências da unidade

De acordo com a promotora Fábia Nilci, os problemas estruturais do Hospital Mãe Luzia reforçam a necessidade da conclusão da Maternidade da Zona Norte, obra que é objeto de ação judicial do MP-AP desde 2010.

“Ao concluirmos a diligência, conversamos com o diretor do hospital, quando relatamos todos os problemas identificados e o questionamos sobre a inauguração da Maternidade da Zona Norte, mas ele não soube nos informar o motivo de tanto atraso na obra. Entendemos que é urgente e imprescindível a entrega da nova maternidade, possibilitando um atendimento humanizado às parturientes”, acrescentou a promotora Fábia Nilci.

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