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DA REDAÇÃO

O Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial (Imap) divulgou nesta terça-feira (5) que exonerou o então chefe de gabinete e diretor substituto do órgão, Nilton da Silva Pereira. É o mesmo que o MPF pediu a prisão preventiva na segunda-feira (4), acusado de obstrução da justiça.

No entanto, segundo nota divulgada nesta manhã, a exoneração ocorreu ainda no dia 1º. A analista ambiental Luciana Serafim foi colocada à disposição da Secretaria de Administração do Estado (Sead). O MPF acredita que ela poderia atrapalhar as investigações se permanecesse no Imap. 

Foi na casa dela que a Polícia Federal, durante a Operação Quantun Debeatur, deflagrada na semana passada, encontrou processos administrativos que saíram do Imap sem autorização dos setores responsáveis.

A servidora é esposa do ex-presidente do Imap, Luiz Henrique Costa, o único preso durante a operação. O MPF pediu a preventiva de Nilton Pereira porque ele deu respostas diferentes em ofícios sobre a saída dos processos da sede do Imap, o que foi interpretado como uma tentativa de atrapalhar as investigações.  

“Na mesma data (1º de setembro, dia da exoneração), o Imap procedeu a abertura de sindicância para apuração de denúncia sobre a retirada de processos do instituto, posteriormente encontrados na residência do ex-diretor presidente, Luís Henrique Costa, sem conhecimento dos setores responsáveis”, diz o Imap em nota.

A PF e o MPF investigam a transferência de créditos inexistentes de reflorestamento no valor de R$ 2,3 milhões.

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