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DA REDAÇÃO

O número de fumantes passivos em Macapá caiu quase 40% nos últimos oito anos. É o que aponta a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). A pesquisa foi feita por telefone nas 26 capitais e no Distrito Federal, e contou com 53.210 entrevistas.

De acordo com o levantamento, o índice na capital do Amapá registrou queda de 38,8% no número de fumantes passivos no domicílio entre 2009 e 2016. 

Dos entrevistados na pesquisa no ano passado, apenas 8,2% declararam ser fumantes passivos. Em 2009, os casos chegavam a 13,4%.

A queda no número de fumantes passivos em domicílio vem junto com a redução de fumantes no país. Nos últimos 10 anos, houve redução de 35% no número de usuários de produtos derivados do tabaco. Em Macapá, a queda foi de 53,9%, diminuindo de 19,1%, em 2006, para 8,8%, no ano passado.

Desde que o tratamento passou a ser oferecido pela prefeitura em doze Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), 800 pessoas já passaram pelo processo, que tem duração de um ano com acompanhamento de equipe multidisciplinar e fornecimento de medicamento gratuito.

“Desenvolvemos um trabalho de forma a fazer com que os usuários sejam resilientes, devido à necessidade que eles têm em conhecer as doenças e aprender a lidar com elas, assim como seus familiares. Porque sozinhos a eficácia é pouca. É um trabalho árduo, mas que tem nos dado muitos resultados positivos”, comemorou a coordenadora municipal do Programa de Tabagismo, Tatiana Vidal.

Tabagismo passivo

O tabagismo passivo é causa de doenças e morte. Em 2015, o Ministério da Saúde registrou 17,9 mil óbitos, sendo uma das principais causas de mortes atribuíveis ao tabaco. Ser fumante passivo significa inalar fumaça de cigarros (ou outros produtos derivados do tabaco) por pessoas que não fumam. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2013, o tabagismo passivo foi a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e para o consumo excessivo de álcool.

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