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DA REDAÇÃO

O Ministério Público Federal no Amapá (MPF) solicitou, nesta segunda-feira (4), a prisão de mais um diretor do Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Estado (Imap). Os procuradores acusam o diretor de tentar obstruir as investigações.

O alvo do pedido de prisão é o diretor-presidente substituto do Imap, Nilton da Silva Pereira. Segundo o MPF, ele deu respostas diferentes para o mesmo questionamento feito pela Polícia Federal a respeito da existência de processos do Imap na casa da servidora Luciana Castro Serafim.

Ela é esposa do ex-presidente do Imap, Luís Henique Costa, preso na 2ª fase da operação Quantun Debeatur realizada na semana passada. Foi na operação, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, que os policiais federais encontraram pilhas de processos administrativos na residência do casal.

A defesa de Luís Henrique alegou ao portal SELESNAFES.COM que a servidora tinha por costume levar processos para trabalhar em casa. Em diligência, a PF perguntou ao diretor substituto por que os processos estavam na residência da servidora.

Por meio de ofício, o diretor respondeu que os documentos haviam sido extraviados do departamento, e que a saída deles havia ocorrido sem autorização. Contudo, num novo ofício, Nilton Pereira mudou a versão, e repetiu exatamente o argumento do advogado de Luís Henrique Costa, que continua preso.

“O MPF/AP defende a prisão preventiva do diretor-presidente substituto por entender que o segundo ofício foi encaminhado com o único objetivo de embaraçar as investigações”, informa nota divulgada pelo órgão.

O MPF também solicitou o afastamento da servidora Luciana Castro Serafim, que é analista ambiental de carreira do Imap.

“a presença da servidora no Imap coloca em risco o andamento das investigações”, justificou o MPF.

A Operação Quantun Debeatur (quantia devida, em latim) foi deflagrada na última quinta-feira (31) e investiga a participação de funcionários do Imap na transferência de créditos inexistentes de reflorestamento para que empresas pudessem continuar desmatando. As fraudes teriam ocorrido entre 2014 e 2017.

Segundo a Polícia Federal, o ex-presidente do Imap teria efetivado algumas transferências. Foram cumpridos 3 mandados de condução coercitiva, um de busca e um de prisão preventiva para o ex-presidente do Imap.

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