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LEONARDO MELO

Um comerciante foi executado a tiros no fim da manhã deste sábado (23), do Bairro do Muca, na zona sul de Macapá. Ele era marido de uma sargento da Polícia Militar do Amapá, e ao que tudo indica foi morto por ordem de traficantes, segundo a Polícia Civil.

O homicídio ocorreu por volta das 11h, na Rua do Copala. Investigadores já sabem que Adielson da Silva Guilherme, de 36 anos, recebeu um telefonema de alguém do Bairro do Muca, alegando que um suposto cliente estaria interessado em comprar café. Era tudo mentira. 

Celular e carteira da vítima foram deixados no local. Fotos: Leonardo Melo

Adielson Guilherme foi até o local levando uma amostra do produto, sem saber que estava indo para uma armadilha possivelmente criada por traficantes.

“A suspeita é que traficantes da área tenham praticado esse homicídio. Ele (a vítima) vendia café. Houve uma ligação para ele vir aqui no local porque uma pessoa dizia que queria comprar café. Até havia um pacote de café na mochila dele”, comentou o delegado Sidney Leite, da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), que esteve no local do crime.

Vítima recebeu telefonema para vender café a um suposto cliente no Bairro do Muca. Foto: Reprodução

O comerciante foi morto com dois tiros na cabeça e quatro nas costas. 

“Segundo informações foi um indivíduo que fez o disparo, mas as informações já estão sendo repassadas para a Polícia Civil”, comentou o tenente Isackson, do 1º BPM.

Testemunhas relataram à PM que o comerciante estava armado e teria chegado a reagir. Depois de matar a vítima, o atirador teria levado uma pistola do comerciante, mas essas informações não foram confirmadas nem pela PM, nem pela Polícia Civil.

Corpo foi removido depois da perícia, no início da tarde

Inicialmente nenhum objeto foi roubado da vítima, de acordo com a DTE. Os policiais encontraram na roupa dele o celular e a carteira.

A DTE já tem suspeitos, mas não informou qual teria sido a motivação para o assassinato.

“Realmente não foi um crime com fins patrimoniais”, observou  delegado descartando a possibilidade de um latrocínio.

O corpo foi removido pela Polícia Técnica do Amapá (Politec) no início da tarde. Várias equipes da PM estão fazendo incursões na região atrás de suspeitos. 

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