Compartilhamentos

OLHO DE BOTO

Um travesti foi preso nesta terça-feira (19) pela segunda vez, em menos de um mês, pelo crime de furto. Desta vez, o alvo foi uma loja de assistência técnica no Centro Comercial de Macapá.

Carlos Geovani Almeida da Cruz, a “Nágela”, de 20 anos, já tem várias passagens pela polícia pelo mesmo crime. Ele foi preso junto com Pedro Augusto Lima, de 19 anos, o “Pivetinho”, no fim desta manhã.

Em julho, segundo a PM, ele participou de dois arrombamentos em lojas. Num deles a atuação do travesti foi gravada por câmeras. No dia 27 de agosto, ele foi preso por invadir uma ótica de onde foram levados mais de R$ 30 mil em produtos.

“Graças a brechas legais ele (o travesti) acaba sendo solto e volta a cometer crimes”, reconhece o tenente Carlos Morais, do 6º BPM, que já fez a prisão do elemento outras vezes. 

Pivetinho carregava vários acessórios novos de celular. Fotos: Olho de Boto

Travesti foi apresentado junto com Pivetinho

O furto mais recente começou a ser esclarecido depois que policiais abordaram Pivetinho numa rua do Centro. Ele carregava alguns acessórios novos de celular, como cabos USB, fones de ouvido, películas, carregadores veiculares e outros objetos.

Ao ser questionado sobre a procedência dos produtos, o suspeito disse ter encontrado a mercadoria numa lixeira próxima do Macapá Shopping. Os policiais foram até o local indicado, mas não havia nenhuma lixeira.

“Ele resolveu entregar que eram objetos oriundos de furto, e que estaria na companhia desse indivíduo (comparsa). E os dois foram apresentados no Ciosp do Pacoval. O modus operandi do indivíduo se repetiu: entrou durante a madrugada, subtraiu os objetos e depois foi nas bocas de fumo trocar por entorpecentes”, explicou o oficial.

Dia 27 de agosto: “Nágela” faz pose para foto na delegacia de polícia

O tenente fez questão de ressaltar que o policiamento intensivo fez reduzir a quantidade de arrombamentos nas lojas do centro comercial. No início do primeiro semestre, uma onda de furtos deixou os lojistas preocupados e gerou uma mobilização das forças de segurança.

Viciado em crack, Carlos Geovani e o comparsa foram encaminhados para mais uma audiência de custódia, quando um juiz irá decidir se eles continuarão presos, ou se poderão responder a mais um processo em liberdade.

Compartilhamentos