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SELES NAFES

Aos 73 anos, uma das personalidades mais notórias da política do Amapá nas décadas de 1980 e 1990 ensaia um retorno à vida pública. O ex-deputado federal Sérgio Barcellos, filho do “comandante” Anníbal Barcellos, decidiu que vai disputar uma vaga na Assembleia Legislativa (Alap), no ano que vem.

Sérgio Barcellos foi deputado federal por 3 mandatos consecutivos, e só parou quando não conseguiu a reeleição, em 2002, mas conseguiu apenas a suplência pelo PFL, partido que seria extinto dois anos depois. Usou como marketing o rótulo de campeão de emendas, especialmente durante o governo Barcellos.

Em um dos momentos mais polêmicos de sua trajetória, ele foi acusado de envolvimento no  espancamento de dois vereadores de Macapá do PT e do PTB. O então deputado sempre negou participação, e a Câmara dos Deputados, ao final, negou autorização para que ele fosse processado.

“Não viu nenhum indício de meu envolvimento nisso, que no fundo foi uma jogada política para atingir meu pai. Nem é da minha índole me envolver em situações desse tipo, isso todos sabem”, disse ao portal SELESNAFES.COM, o próprio Sérgio Barcellos.

Radicado

Carioca, assim como o pai, o engenheiro civil decidiu viver no Amapá assim como o restante da família, mesmo após a morte de Anníbal Barcellos, em 2012. O filho, Alexandre Barcellos, também seguiu carreira, exercendo o mandato de deputado estadual por três vezes. 

O comandante, apelido político que os mais chegados gostavam de usar, governou o Amapá duas vezes. A primeira durante a condição de Território Federal, entre 1979 e 1985, nomeado. A segunda ocorreu pela vontade do povo, na primeira eleição direta do Amapá já alçado à condição de Estado, em 1989. Cumpriu mandato entre 1990 e 1994, e depois foi eleito prefeito de Macapá, em 1996. No entanto, ele não conseguiu a reeleição. 

O filho de Sérgio, Alexandre Barcellos, que já foi deputado estadual por 3 vezes, vai coordenar a campanha. Foto: Reprodução

Apesar de não ter conseguido a reeleição, Anníbal Barcellos deixou um grande legado marcado, especialmente, pelas obras estruturantes do Amapá que iniciava sua história como Estado da Federação. Sérgio Barcellos acredita em seu próprio currículo, mas também está de olho no simbolismo desse legado.

“Ele aproveita esse legado muito mais do que eu. Ele acompanhou mais o meu avô de perto. O pai carrega essa bagagem há muto mais tempo, e agregará muito mais apoio”, avalia o filho de Sérgio, Alexandre Barcellos, ex-deputado estadual (3 mandatos) e que deverá coordenar a campanha do pai. 

Anníbal Barcellos governou o Amapá por duas vezes, entre as décadas de 1980 e 1990. Foto: Autoria desconhecida

Sérgio Barcellos passou os últimos anos se dedicando aos negócios, mas nunca saiu em definitivo da política. Recentemente pediu desfiliação do PSC, e está de malas prontas para desembarcar no DEM do senador Davi Alcolumbre. Os dois, inclusive, já conversaram sobre o assunto.

“Vai continuar sendo o número 25”, observa Alexandre Barcellos, lembrando que tanto Sérgio quanto Anníbal Barcellos foram políticos que se notabilizaram pelo número 25, registro do extinto PFL no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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