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DA REDAÇÃO

Um encontro de dois dias no Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), discutiu a definição e implantação de um kit contendo teste rápido e medicamentos para tratar e controlar a malária em áreas de atividades ilegais de garimpagem de ouro, na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa e Suriname.

Entidades nacionais e internacionais se movimentam para efetivar a ideia denominada “Projeto Mala Kit”. De acordo com o representante do Amapá no encontro, o diretor da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), Emanuel Bentes, antes da aprovação do kit, seria importante buscar sugestões entre os profissionais do estado, que conhecem a realidade local.

Ele pediu também a capacitação dos servidores na orientação do novo método de prevenção.

“É importante que os profissionais da SVS, que trabalham no Núcleo de Vigilância Ambiental, no programa estadual de controle da malária, tomem conhecimento e possam também opinar e apresentar propostas que possam contribuir para uma melhor intervenção”, falou.

O diretor da vigilância falou que a novidade pode ajudar na captação de registros da doença entre os garimpeiros. Segundo ele, atualmente, é difícil o acesso a informações sobre esses trabalhadores que atuam ilegalmente na região.

“E estamos nessa discussão, porque um dos grandes impactos são os indicadores de malária que nós não conseguimos mensurar, porque não tem registro nenhum e através do projeto eles receberão um kit com teste rápido e com a medicação. Vamos ter um sistema de controle e poderemos notificar através dos testes. Teremos monitores na área”, concluiu.

A apresentação do projeto no Amapá deve ocorrer no município de Oiapoque em 2018.

*Foto: Ascom/SVS

 

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