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CÁSSIA LIMA

Foi remarcado pela terceira vez o julgamento dos réus acusados de matar o agente penitenciário Clodoaldo Brito Pantoja, em 2012. Dessa vez, os motivos do adiamento foram problemas operacionais no recambiamento dos réus presos em outros estados, e a ausência do promotor, por doença.

O julgamento deveria ocorrer nesta terça-feira (3), mas, além de um problema de saúde e da mudança de promotor, os réus Wagner João de Oliveira Melonio, que está preso no Pará, e Luiz Carlos da Silva Teixeira, que está preso no Mato Grosso, não foram recambiados para o julgamento. O terceiro acusado, Wesley Alves da Silva, está preso no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).  

Por essas questões, o julgamento foi designado para o dia 27 de novembro. Este é o segundo julgamento do caso. O primeiro ocorreu em 2015 e condenou os réus a penas que variavam entre 12 e 16 anos de prisão. 

Advogado de um dos réus, Sandro Modesto Foto: Cássia Lima

“Nós defendemos a negativa de autoria. Os réus são bodes expiatórios. E tem mais suspeitos que não estão no processo. Sabemos que a vítima teria sido morta porque teria descoberto atitudes ilícitas dentro do Iapen”, falou Sandro Modesto, advogado de defesa do réu Wesley Alves da Silva. 

Presidente do Sindicato de Agentes e Educadores do Iapen, Edino Bentes Foto: Cássia Lima

Para o amigo da vítima e presidente do Sindicato de Agentes e Educadores do Iapen, Edino Bentes, a demora da Justiça no processo causa mais dor. 

“O sindicato está trabalhando para que se mantenha a primeira condenação. Nós achamos que a demora afronta o Estado e nos causa mais dor”, falou.

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