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LEONARDO MELO

Um ex-presidiário foi preso na noite desta quarta-feira (11), depois de ter mantido a ex-mulher em cárcere privado e ainda ter raspado a cabeça dela. Quando a Polícia Militar chegou ao local, o agressor estava abafando a boca da vítima com as mãos para que ela não gritasse por socorro.

Foram os vizinhos que chamaram a PM, por meio do 190 (Ciodes), quando ouviram os gritos da vítima. Os moradores relataram que um homem estava mantendo a ex-mulher presa e sob tortura. Uma equipe do 1º BPM, comandada pelo sargento Tércio Cid, foi até o local, uma vila de quartos na área de pontes da Rua Remo Amoras.

Dentro do quarto, os policiais encontraram a vítima nua e imobilizada pelo criminoso.

“Ao entrar nos deparamos com a cidadã despida, com a cabeça raspada e aos prantos. Ele estava no local segurando a vítima com as mãos na boca da mesma para tentar impedir que ela gritasse”, relatou o sargento.

Agressor mantinha vítima com as mãos na boca dela para impedir que gritasse. Fotos:: Leonardo Melo

Alisson Viegas saiu do Iapen há apenas 4 meses

Alisson Ruan Dias Viega, de 22 anos, que saiu do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) há apenas 4 meses, foi rendido pelo policiais e apresentado na Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DECCM), junto com a vítima e os cabelos dela como prova para o inquérito.

“Ele alegou que é marido dela, mas ela disse que não vive mais com ele, porque leva essa vida de bandido”, comentou Tércio Cid.

A vítima tem 25 anos, e teve um relacionamento de dois anos com o criminoso até ele ser preso por tráfico de drogas. 

A vítima disse que foi agredida outras vezes, mas não denunciou por medo.

“Eu me separei dele, ele pensa que eu traí ele. Só não denunciei ele porque ele me ameaça. Raspou meu cabelos, sobrancelhas, e mandou eu tomar banho enquanto passava a mão em mim (intimamente)”, disse a vítima.

Ele foi autuado por cárcere privado, tortura, coação mediante grave ameaça, e estupro, por ter depilado à força a vagina da ex-companheira.

Vítima teve relacionamento de dois anos com o criminoso, até ele ser preso

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