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De Santana, LEONARDO MELO

O grupo que domina as votações na Câmara de Vereadores de Santana, cidade a 17 quilômetros de Macapá, entrou em rota de colisão com o prefeito Ofirney Sadala (PHS). Os parlamentares conseguiram instalar uma comissão para apurar supostas irregularidades na divulgação de dados contábeis da Prefeitura de Santana.

Segundo os vereadores, os dados sobre receita e despesa não estariam sendo publicados no Portal da Transparência, como obriga a Lei Federal, nº 12.527. A denúncia partiu de um empresário da cidade, Mário Marques Fascio, e foi protocolada na sessão da última terça-feira (17).

Por 7 votos a 4, a comissão foi instalada. Votaram a favor da denúncia os vereadores: Alberto Negrão (PTC), Angelo Santos (PCdoB), Anderson Almeida (DEM), Rarison Santiago (PRP), Marco Aurélio (PSD), Robson Coutinho (PR) e Socorro Nogueira (PT).

Os vereadores Griti (PRP), Dra. Kátia Lima (PTN), Genival Oliveira (PMB) e Jailson Matos (PR), foram contra o recebimento da denúncia.

Vereador Rarison Santos: é nosso dever apurar. Foto: Arquivo/SN

De acordo o rito da Câmara de Vereadores, o prefeito Ofirney Sadala (PHS) poderá ser afastado do cargo durante as investigações. Antes disso, será dado o direito de defesa ao gestor.

Na manhã desta quarta-feira (18), o vereador Rarison Santiago (PRP), presidente da Comissão Processante, falou com o portal SELESNAFES.COM sobre o assunto.

“É nosso papel recebermos a denúncia de qualquer cidadão santanense e apurar. O prefeito irá ter o direito de defesa e logo em seguida, baseado nas investigações da comissão, cabe aos vereadores se terá prosseguimento ou não a denúncia do morador Mário Fascio”, disse Rarison Santiago.

Segundo o autor da denúncia, está é a segunda vez que é protocolado o pedido de investigações sobre a gestão do prefeito Ofirney Sadala. A primeira, que apontava um possível caso de nepotismo, acabou sendo arquivada.

“Vou aguardar o desenrolar de maneira serena. Não estou pedindo nada demais e creio que os vereadores farão o melhor para Santana. Quero apenas transparência nos gastos de acordo como determina a lei”, afirmou o empresário.

De acordo com o presidente da comissão, tudo será feito da maneira mais transparente possível. Se houver indícios de irregularidades em receitas e gastos da PMS, tudo terá que ser explicado. O vereador Rarison Santigo enfatizou ainda que caso contrário, se não houver provas, o processo será arquivado. 

A assesoria do prefeito Sadala informou que ele está em viagem, e que só falará sobre o assunto quando retornar na próxima sexta-feira (20)

 

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