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DA REDAÇÃO

O deputado federal Marcos Reátegui, presidente da Frente Parlamentar Mista de Segurança, Desenvolvimento e Integração das Fronteiras, participou em Macapá do I Seminário Internacional em Estudos de Fronteira, realizado na quinta-feira (9), pelo Programa de Pós-Graduação da Unifap.

Na ocasião, ele admitiu fragilidades e negligência do Brasil com as áreas de fronteira, e considerou ser necessária uma atuação conjunta entre os países fronteiriços, e no âmbito nacional, entre União, estados e municípios, para solução das falhas.

Para Reátegui, a quantidade de postos oficiais de fiscalização, 23, é insuficiente para os 23.102 quilômetros de fronteira. Segundo ele, a situação facilita a entrada de clandestinos, o tráfico de drogas, de armas e de pessoas, e a evasão de divisas e riquezas nacionais, e a circulação ilícitas de pessoas e mercadorias.    

“O objetivo da frente é encontrar soluções para o crime o organizado que se utiliza da fragilidade do poder público para atuar nas fronteiras e entrar no território nacional, destruindo vidas e famílias, como temos visto na dependência química, e  mais diretamente em casos como das execuções ocorridas no Amapá.

A força conjunta entre nações, estados e municípios, e das polícias e órgãos que atuam na fronteira é o início. A frente participa de debates em todos os âmbitos e eu trabalho insistentemente para que sejam adotadas políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento econômico e produção nas regiões de fronteira”, falou o deputado. 

“Isso possibilita a criação de uma rede de estudos que reverberará nos centros acadêmicos regionais e poderá criar uma abordagem multidimensional internacionalizada nas questões que envolvem as Guianas e os estudos de fronteira, objeto do evento proposto”, falou o organizador do evento na Unifap, professor Paulo Gustavo.

*Foto: Márcia do Carmo

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