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CÁSSIA LIMA

Há três anos fechado para reforma, o museu histórico Joaquim Caetano da Silva, localizado no Centro de Macapá, continua sem prazo para reabertura. O espaço é um dos principais pontos turísticos do Amapá.

O museu está fechado desde 2014, mas as obras no prédio iniciaram em 2016, e pararam logo em seguida. Em agosto desde ano, foram retomados os serviços com implantação de uma nova rede hidráulica, elétrica, retirada de infiltrações, descupinização e reparos na estrutura física.

“O museu contém alguns dos raros documentos e achados arqueológicos que foram encontrados no Amapá, e aqui permanecem. Além de ser ponto turístico, ele é nossa história viva”, falou o historiador Paulo Sousa.

O museu tem informações valiosas sobre a história, especialmente da antropologia e arqueologia. Existem achados das civilizações Maracá e Cunani, que povoaram o Amapá há mais de 1 mil anos. Além de ter fotografias, mobília, roupas e objetos pessoais de Cabralzinho e Janary Nunes.

O nome é uma homenagem ao diplomata e historiador Joaquim Caetano da Silva, autor da obra L’Oyapoc et L’Amazone (1861). A obra foi de fundamental importância para a defesa de Barão do Rio Branco na elaboração do laudo que definiu os limites das terras brasileiras em relação a França, em 1900.

“Temos no museu fotos da construção da Fortaleza de São José e objetivos dos primeiros moradores desta região que foram encontrados durante a construção do nosso monumento”, frisou o historiador.

A Secretaria de Estado da Infraestrutura do Amapá (Seinf), responsável pela obra, não soube informar quais serviços faltam para a conclusão da reforma.

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