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De Santana, FERNANDO SANTOS

Uma audiência pública nesta sexta-feira (10), discutiu a implantação da Escola de Tempo Integral na rede municipal de Santana, segundo maior município do Amapá. O debate aconteceu na Câmara de Vereadores, e contou com a participação de toda a comunidade escolar da cidade.

A prefeitura pretende implantar o novo formato de ensino no segundo semestre de 2018.

“Nós temos uma lei que é o Plano Municipal de Educação, que prevê a implantação. Mas, nós precisamos discutir. A população precisa saber o que é esse formato de educação. Por isso é importante esse momento”, falou o professor Rai Rosa, que faz parte do quadro de professores da dedicação exclusiva de Santana.

O vereador Anderson Almeida (DEM), proponente da audiência, disse que foi justamente para abrir um parâmetro de discussão acerca do tema que o evento foi realizado.

“A audiência é para escutar os professores, os gestores, os alunos, a comunidade como um todo. É importante que a gente escute quem já tem essa experiência, para que não tenhamos problemas com a implantação”, disse o vereador Anderson Almeida.

Vereador Anderson Almeida (DEM) propôs audiência Foto: Fernando Santos

Para a doutora em Educação Benedita Santos, que representou a Secretaria de Educação de Santana, o debate é salutar e importante para que se obtenha todas as informações necessárias para a implantação da Escola de Tempo Integral.

“O mais importante é todo esse diálogo que está sendo feito. Até porque, esse formato faz parte do plano nacional que viabilizou o plano municipal. Portanto, estamos discutindo tudo, principalmente sobre a estrutura que deve ter. Os alunos não podem entrar nesse contexto aleatoriamente. Temos que ter o pé no chão”, falou a doutora.

Representante da secretaria de Educação Benedita Santos falou sobre a importância da discussão Foto: Fernando Santos

Na rede estadual, o ensino integral tem sido alvo de reclamações. Na manhã desta sexta-feira (10), alunos da Escola Estadual Augusto Antunes fizeram protesto em frente ao colégio. Entre as principais reclamações, estavam falta de estrutura para o ensino integral, incluindo falta de almoço e materiais de higiene para os banheiros.

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