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ANDRÉ SILVA

A unidade de transportes da Secretaria de Estado dos Transportes do Amapá (Setrap) posicionou-se contrária ao reajuste da tarifa de R$ 3 para R$ 3,75, na linha intermunicipal Macapá/Santana. O aumento foi proposto pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amapá (Setap), com pedido protocolado na segunda-feira (13), na Setrap.

A secretaria entendeu, depois de analisar as planilhas enviadas pelos empresários, que o valor do reajuste pode ser menor. Ao invés dos R$ 3,75, o aumento poderia ficar em R$ 3,50, acredita a instituição, que verificou os itens que mais pesam na hora do reajuste, como o combustível e o reajuste salarial dos trabalhadores.

“Nosso objetivo é que não tenha aumento, mas, quando existem valores em evidência, como o combustível, que é um item que teve aumentos sucessivos, não temos como dizer não aumenta”, falou o diretor de transporte da Setrap, Andrey Rego.

A proposta foi encaminhada para análise do secretário Jorge Amanajás, que ainda não se posicionou. O portal selesnafes.com tentou contato com o secretário, mas ele não atendeu às ligações.

Depois de reajustar a tarifa municipal de Macapá, o Setap agora parte para a tarifa intermunicipal, que, segundo o diretor de bilhetagem do sindicato, Artur Sotão, está defasada. Ele lembrou que o último reajuste da tarifa aconteceu em 2016, e que de lá para cá muitos itens que compõem a planilha de custos das empresas, tiveram reajustes de preços.

“Sobe o combustível, sobe o salário, tem que aumentar a tarifa. Nos não estamos pedindo o aumento de tarifa, e, sim, o reajuste dela. Acredito que o secretário de transporte vai nos chamar para conversar”, defendeu Artur Sotão.

Ele disse que a única forma de realizar os anseios dos moradores do município de Santana, a 17 quilômetros de Macapá, no que diz respeito a melhorias no serviço e carros, é mediante o reajuste da tarifa.

“Agente acredita que o secretario vai usar de bom censo para resolver essa situação do reajuste”, reforçou Sotão.

Municipal

A prefeitura de Macapá e o sindicato entraram em um acordo, em audiência na Justiça, que possibilitou o reajuste da tarifa municipal de R$ 2,75 para R$ 3,25. O sindicato alegou prejuízo financeiro com o valor que vigorava desde 2015.

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