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LEONARDO MELO

Uma guarnição da Polícia Militar foi acionada na manhã de domingo (12) para atender a uma ocorrência de supostos maus tratos a três crianças no Bairro dos Congós, na zona sul de Macapá. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um dos policiais militares dando um tapa no rosto da suposta agressora. A corregedoria da PM abriu um processo para investigar a  conduta do policial. 

Michele Ferreira Correa, de 31 anos, mãe das três crianças, disse que no dia do fato, estava “corrigindo os filhos”. Ela negou que as agressões sejam constantes.  

“Elas estavam mexendo no leite, aí eu estava brigando com elas. O fato foi que eles disseram que eu maltratava minhas filhas todos os dias, mas isso não é verdade”, falou a mulher, acompanhada pelo advogado Jean Medeiros.

Michele Ferreira Correa e o advogado dela, Jean Medeiros, em frente ao Fórum de Macapá

O vídeo que circula nas redes sociais, e que foi gravado por algum vizinho, mostra o policial falando com a mulher depois dela, supostamente, ter ameaçado sua família.

O comando da Polícia Militar informou que no momento em que tomou conhecimento do vídeo, chamou o policial envolvido para prestar esclarecimento na corregedoria da instituição, e que um processo já foi aberto para apurar a conduta dele.

Vídeo mostra policial dando um tapa no rosto da mulher Foto: Reprodução

“Afirmamos que isso não é conduta orientada pelo comando da PM e que todas as medidas serão tomadas para que o policial seja responsabilizado, caso seja comprovada a sua culpa”, falou o capitão Alex Sandro, da Comunicação Social da PM.

As crianças foram levadas para a Polícia Técnico-Científica (Politec), onde passaram por exames de corpo delito, e estão em um abrigo sob a tutela da Vara da Infância e Juventude. A mãe foi a uma audiência de custódia na manhã desta segunda-feira (13), e terá que provar que pode continuar com a tutela dos filhos.

O Conselho Tutelar informou que as crianças vivem em situação de risco e as condições da casa onde elas moram é insalubre.

“As crianças estão sob proteção do Estado, depois de comprovada situação de risco. Nós colocamos as crianças sob medida protetiva até que a família comprove que tenha condições de ficar com elas”, reforçou a conselheira Welma Medeiros.

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