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O empresário Francisco Carlos, de 56 anos, dono da construtora Raday, diz que não consegue diálogo com a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf). A empreiteira é responsável pela reforma e revitalização da Escola de Artes Cândido Portinari. O empresário diz que o atraso na entrega da obra deve-se à falta de negociação do governo. Ele retirou materiais do local nesta segunda-feira (4).

Segundo o empresário, desde 2014, 70% das obras estão prontas, mas não ocorre repasse do governo no aditivo para o término dos trabalhos que incluem piso de porcelanato, iluminação e paisagismo. Escola está fechada desde 2013.

Escola de artes está fechada desde 2013 Foto: Cássia Lima

“Queremos realinhamento de valores e o aditivo. O piso de porcelanato está comprado e dentro do aditivo de serviços, mas, a PGE ainda não finalizou isso. Já mandamos 8 solicitações, e nada”, falou o construtor Francisco Carlos.

De acordo com o dados da construtora, já foram repassados 27% do valor total do contrato, ou seja, em torno de R$ 400 mil. Mas ele nunca mais conseguiu dar andamento à construção, diz.

Empresário Francisco Carlos diz que não consegue diálogo com secretaria Foto: Cássia Lima

“Faltam cerca de R$ 1,2 milhão para concluirmos aqui. Podemos fazer esse serviço em três meses, mas precisamos de um diálogo mínimo. Já tirei do meu dinheiro o piso e quero reembolso”, afirmou.

A secretária adjunta de Infraestrutura, Gláucia Maders, falou que o empresário conta “inverdades”. Segundo a gestora, o diálogo com a empreiteira é antigo. Mas o problema da obra deve-se a uma resposta da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

“Todos os atos da Seinf precisam passar pela PGE. Foi encaminhado para lá um aditivo, mas eles entenderam que não deveria ser prorrogado e nem feito um aditivo no prazo”, disse a secretária adjunta.

Setenta por centos dos serviços foram concluídos no interior do prédio Foto: Cássia Lima

Ela ressaltou que a secretaria iniciou um levantamento sobre os serviços faltantes em cima da planilha contratual e eu vão lançar um novo edital para finalização das obras.

A secretária não soube informar o valor que deve ser investido, o prazo de conclusão das obras e nem a data do edital.

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