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CÁSSIA LIMA

Trabalhadores da empresa Bernacom reclamam da carga de serviço e atrasos de salários. Eles dizem que neste ano são três meses sem pagamento, mas que existem servidores com até 8 salários atrasados de 2013.

A Bernacom é uma empresa que presta serviços terceirizados de limpeza e maqueiro para hospitais de Macapá, desde 2013. Ao todo, são mais de cem funcionários distribuídos em todo o estado.

Os trabalhadores já realizaram greves e paralisações reivindicando pagamento e melhores condições, a última ocorreu na sexta-feira (24), em frente a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Um servidor da empresa, que preferiu não se identificar por medo de represálias, disse que tem cinco salários para receber.

“Tenho três salários deste ano e um do ano passado. Às vezes a gente compra material para trabalhar e é uma pessoa para uma ala inteira do hospital de emergências”, disse o trabalhador.

Além dos atrasos, os servidores dizem que não têm direito a férias, décimo terceiro salário e os pagamentos. Uma servidora lotada no Hospital das Clinicas Alberto Lima (Hcal), que não quis aparecer, disse que há três anos trabalha na empresa, e nunca tirou férias. Ela conta que tem 8 salários atrasados de 2013.

Trabalhadores fizeram protesto na semana passada Foto: Cássia Lima

“Toda vez eles dizem que é falta de repasse da Sesa. Tenho 13 vales alimentação para receber. A notícia é a mesma, que a empresa não tem dinheiro para nos pagar e que vamos receber só o décimo em dezembro e pagamento só em fevereiro do ano que vem”, disse a funcionária.

A gerência da Bernacon em Macapá informou que a demora no pagamento deve-se a um atraso nos repasses da Sesa. A empresa não quis entrar em detalhes acerca das demais reclamações dos trabalhadores.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que pode responder apenas por pagamentos da atual gestão. A Sesa reconheceu três meses de atraso deste ano e alegou que a situação ocorre devido a problemas de repasse do governo federal. Mas ressaltou que o salário do mês de setembro deve sair assim que a Secretaria da Fazenda (Sefaz) tiver aporte financeiro.

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