Uma embarcação com três pessoas a bordo explodiu no Canal das Pedrinhas, em Macapá, quase no fim da noite da terça-feira, 31. O acidente ocorreu durante o abastecimento de tambores de gasolina e óleo diesel e, segundo sobreviventes, teria sido provocado por um cigarro. Um tripulante foi internado em estado gravíssimo no Hospital de Emergência.
Já eram mais de 22 horas quando a explosão ocorreu ao lado de um posto de combustíveis e foi ouvida a vários quarteirões de distância. De acordo com a Capitania dos Portos, os tripulantes do barco “Rei Davi de Anajás” estavam enchendo 30 tambores de 200 litros cada um, o que totalizaria 6 mil litros de combustíveis, entre gasolina e óleo diesel.
Os tambores estavam no porão da embarcação, onde também estava o ajudante Oriel dos Santos, de idade não divulgada. A explosão ocorreu no abastecimento do quinto tambor. Oriel teria acendido um cigarro. Outras pessoas disseram que Oriel fazia café, mas só no fim das investigações pela Capitania dos Portos a causa será revelada.
Oriel teve mais de 50% do corpo queimados e sofreu um baque forte na cabeça quando o teto da embarcação desabou sobre ele. Ele foi resgatado por populares e levado em estado gravíssimo para o HE. A equipe médica deu pouquíssimas chances de ele sobreviver.
Populares também ajudaram a retirar da embarcação um homem identificado apenas como Washington , que seria o dono do barco, e José Ferreira dos Santos, de 35 anos. Os dois tiveram ferimentos leves, mas o proprietário sumiu antes da chegada da polícia. Ele também não se apresentou à equipe da Capitania dos Portos que foi até o local.
Enquanto uns salvaram os tripulantes, outros aproveitaram para saquear a embarcação. Muitos objetos foram lançados para fora do barco e ficaram boiando no Rio Amazonas que estava com a maré alta no momento do acidente. Essas mercadorias também foram levadas por populares.
Ainda no local, famílias voltaram a pressionar a Capitania dos Portos pela desativação do posto de combustíveis que abastece embarcações nas Pedrinhas, e que pertenceria a um major da Polícia Militar. “É muito perigoso. Minha casa tremeu”, disse um morador.