ANDRÉ SILVA
Cerca de 60% das escolas estão funcionando normalmente, segundo informou a Secretaria de Educação do Estado do Amapá (Seed). A maioria dos professores não aderiu à paralisação que começou na segunda-feira, 2, e se estenderá até quarta-feira, 4. A decisão da entidade de manter o movimento vai de encontro à determinação da Justiça, que decretou proibição de greve por 120 dias e multa de R$ 3 mil ao dia caso houvesse descumprimento.
O movimento grevista é contra o parcelamento dos salários e a aprovação da PEC que altera o dia do pagamento para até o oitavo útil dia do mês. Algumas escolas como a Professor Gabriel de Almeida Café decidiram paralisar em todos os turnos. Em outras, os professores que não compareceram tiveram as turmas liberadas.
“Não podemos precisar o número certo de grevistas por que tem muito professor voltando ao trabalho. Mas estamos com 60% das escolas funcionando. O que existe é um grupo de professores que continua mantendo a paralisação enquanto outros não”, informou Edilane Dias, coordenadora da Educação Básica da Seed.
Em relação à decisão da desembargadora do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), Stella Ramos, que proferiu a sentença de que a greve seria ilegal, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (Sinsepeap), Aroldo Rabelo, disse que a decisão foi errônea. Ele reiterou que a desembargadora solicitou uma audiência com a categoria, mas a data ainda não foi definida.
“Nenhuma greve é total. Quem decide parar, para. Somos 11 mil, se uma assembleia reúne mil professores e 600 optam pela paralisaram, a maioria, esses 600 param”, exemplificou o presidente do Sinsepeap.
Poucos professores estiveram presentes na Praça da Bandeira na manhã desta segunda-feira, 2, no primeiro dia de greve dos servidores da educação.