ANDRÉ SILVA
Com a tarifa de R$ 2,75 na capital e a R$ 3, intermunicipal, os usuários de transporte público esperavam serviços melhores e um pouco mais de respeito. Mas não é isso que se vê ultimamente.
As pessoas continuam por horas e horas em pontos de parada sem estrutura alguma para se abrigar do sol ou da chuva. Ônibus lotados nos horários de pico, sem contar aqueles que dão defeito bem no meio do itinerário e a má conservação de carros, onde boa parte roda há mais de 20 anos. Essas são as principais reclamações dos usuários de Macapá.
Há quase quatro meses o site SELESNAFES.COM fez uma reportagem em que mostrou as péssimas condições dos abrigos para passageiros de transporte público em Macapá. Na ocasião, foram mostradas paradas completamente deterioradas, que não abrigavam nem da chuva e nem do sol. Voltamos em alguns lugares citados na matéria e passamos por outros. E adivinhem? Nada mudou.
Nos novos locais visitados percebeu-se que nem abrigo havia, o que tinham era apenas um poste e a sobra dele, aonde as pessoas se abrigavam a espera do coletivo. Na Rua Adilson José Pinto Pereira, em frente da antiga Subprefeitura da cidade, está um bom exemplo. As pessoas que aguardam o ônibus se abrigam à sombra de um poste.
“Quando chove e quando faz sol nós nos viramos procurando um abrigo. Além da passagem está cara, o que eu acho um absurdo, não tem parada para a gente se abrigar. A maioria dos ônibus estão velhos também, param no meio do caminho. É horrível”, queixa-se a dona de casa Elaine Saraiva, de 37 anos. (foto de destaque da matéria)
Outro local que deveria contar com um abrigo de ônibus fica ao lado do 2º Batalhão da Policia Militar, em frente a subestação da Eletronorte. No local existe apenas uma placa indicando que ali é um ponto de parada.
“Isso é um desrespeito pelo valor que pagamos na tarifa. Para nos proteger da chuva, nós nos abrigamos naquela oficina e quando o ônibus está vindo a gente corre pra pegar. E quando está um sol como o de agora, aproveitamos a sombra do poste”, conta o auxiliar de serviços gerais Mizael Santos de Freitas, de 24 anos.
O problema de superlotação é outra coisa que tira os passageiros do sério. Além do transporte não oferecer conforto, a superlotação é mais comum do que se pensa em horário de pico. As pessoas acabam tendo que desrespeitar o aviso de não permanecer nos degraus por falta de espaço para andar dentro do coletivo. Veja o vídeo.
Os abrigos que foram visitados na última reportagem estão piores. O que havia em frente ao Juizado Especial da Zona Sul, no Bairro São lázaro, restou apenas dois pedaços do que um dia foi um abrigo.
O site SELESNAFES.COM tentou contato com a diretora de Transportes da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac), Daniele Moraes, mas ela não atendeu as ligações.