SELES NAFES
A Justiça do Amapá condenou a 8 meses de prisão o engenheiro que tentou sacar um cheque de R$ 4 milhões em uma agência do Banco do Brasil de Macapá, no início deste ano. O suspeito de ser o comparsa dele foi absolvido.
O juiz Adão Carvalho, da 1ª Vara Criminal de Macapá, levou em consideração um entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para aplicar a pena mínima, apesar de o acusado ser reincidente no crime de estelionato.
No entanto, ele não concedeu o regime aberto, por entender que no crime anterior, praticado em 2012, houve dolo. O processo é o número 0005450-33.2018.8.03.0001.
No dia 18 de janeiro, o engenheiro Maurício Vilhena dos Santos procurou a agência do Banco do Brasil na Avenida São José para sacar um cheque de R$ 4 milhões. O gerente e um funcionário da tesouraria descobriram que se tratava de um cheque falsificado em nome de uma empresa, e chamaram a polícia.
Quando a PM chegou ao local, ele estava detido pela gerência e outro rapaz, que seria o comparsa, estava também detido no andar abaixo.
No processo, ficou claro que o suposto parceiro não tinha nada a ver com o crime. Ele foi apenas abordado na fila do banco por Maurício Vilhena que queria informações.
Em depoimento, Maurício Vilhena admitiu ter tentado sacar o cheque, mas alegou que foi recrutado por outro sujeito, identificado como “Vinícius”, o qual lhe pagaria uma comissão de R$ 200 mil. Depois de sacar o cheque, ele também teria que fazer depósitos em várias contas.
Ainda em depoimento, Vilhena primeiro conversou com o gerente para perguntar sobre a possibilidade de sacar o cheque, no que foi respondido que sim.
Em seguida, enviou para o WhatsApp do gerente a foto do cheque. Foi aí que o gerente e o funcionário viram que se tratava de uma fraude e chamaram a polícia.
Além dos 8 meses de reclusão, Maurício Vilhena foi condenado a pagar pouco mais de R$ 4 mil em multa, além das custas processuais.