DA REDAÇÃO
Ex-servidores de contratos administrativos da Câmara de Vereadores de Macapá ainda não sabem o que aconteceu. Eles pensavam que só seriam dispensados em dezembro, quando normalmente os contratos são renovados ou não pelo poder público. No entanto, cerca de 80 deles foram exonerados da Casa em outubro.
As demissões, que ocorreram logo após a eleição, foram uma surpresa. Ninguém teria sido avisado. Além dos direitos trabalhistas, os servidores relatam que os salários de pelo menos dois meses não teriam sido pagos, além do 13º salário.
O presidente da Câmara, Acácio Favacho (Pros), foi eleito deputado federal no dia 7, mas só deve passar o bastão em janeiro, após a eleição do novo presidente.
O duodécimo da Câmara de Vereadores é de aproximadamente R$ 25 milhões por ano. Mesmo assim, ainda é a prefeitura de Macapá quem custeia a maior parte da folha de pagamento.
A assessoria de comunicação da CMM informou que os contratos foram encerrados no dia 30 de outubro seguindo uma orientação do Ministério Público Eleitoral. Os que foram demitidos já estariam recebendo suas indenizações no caso de quem tinha direito a férias e décimo terceiro.