Por OLHO DE BOTO
A PM entrou no 4º dia seguido fiscalizando o cumprimento do decreto estadual que estipula medidas restritivas ao funcionamento de estabelecimentos comerciais e religiosos em todo o Estado, como medida de prevenção e combate ao novo coronavírus.
Batizada de Operação Covid, a ação desta segunda-feira (23) fechou vários empreendimentos em Macapá que insistiam em permanecer abertos após as 19h – com a desculpa estarem funcionando apenas com serviço de delivery. Os donos foram orientados a fechar as portas.
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Policiais orientam mini-boxe a fechar as portas e trabalhar apenas com delivery. Fotos: Olho de Boto/SN
Segundo o comandante geral da PM, coronel Paulo Matias, a fiscalização ocorreu simultaneamente em todos os municípios do Estado. Ele acompanhou as ações na zona sul de Macapá.
Em poucas horas de fiscalização algumas lanchonetes, bares, restaurantes e pizzarias foram flagrados funcionando após o horário permitido pelo decreto – que é de 6h às 19h para esses tipos de empreendimento.
Os proprietários foram devidamente orientados e os estabelecimentos fechados, sem nenhuma resistência.
“Estamos com todas as unidades operacionais priorizando o cumprimento do decreto nos horários estabelecidos. Flagramos vários estabelecimentos ainda abertos. Nestes primeiros dias ainda estamos fazendo o trabalho de orientação com certa tolerância, mas daqui pra frente iremos ser mais enérgicos. Aqueles estabelecimentos reincidentes, não nos restará alternativa a não ser efetuar a prisão do proprietário ou responsável”, alertou o comandante.
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Comandante geral da PM, coronel Paulo Matias: “Aqueles estabelecimentos reincidentes, não nos restará alternativa a não ser efetuar a prisão do proprietário ou responsável”
De acordo com o decreto, à noite, apenas postos de combustíveis e farmácias podem permanecer em funcionamento, entre 19h da noite e 6h da manhã – respeitando o horário estabelecido no alvará e as devidas autorizações do município.
“O restante de empreendimentos, só podem funcionar fazendo entregas, delivery, com as portas fechadas para atendimento ao público. Os pedidos só podem ser feitos por telefone e não de forma presencial”, esclareceu o coronel.