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Por SELES NAFES

O juiz Décio Rufino, da 3ª Vara Criminal de Macapá, decretou a prisão do ex-gerente geral da franquia Burger King, no Amapá, José Guilherme Martins, de 32 anos. Ele é acusado de estelionato qualificado.

O caso é investigado por duas delegacias em Macapá e Santana. O pedido de prisão foi feito pela delegada Luiza Maia, da 2ª DP da cidade de Santana. De acordo com as investigações, o ex-gerente geral da franquia estava vendendo equipamentos de propriedade do empresário Rogério Oliveira Santos, dono da marca no Amapá. Recentemente, as três lojas da franquia foram fechadas no estado.

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Segundo a polícia, os bens vendidos pelo ex-gerente foram uma câmara frigorífica para armazenamento de alimentos e uma unidade conservadora industrial, ambos avaliados em mais de R$ 90 mil. Para efetuar as vendas dos bens, José Martins teria usado as máquinas de cartão do Burger King e depois direcionado os pagamentos para ele.

O homem que comprou os bens do empresário, pelo valor de R$ 27 mil, é de Santana, onde parte dos bens foi ocultada. Segundo a polícia, o acusado ainda teria tentado subtrair bens da casa do empresário, e só não conseguiu completar o furto porque a PM foi acionada.

Ao analisar o pedido de prisão preventiva, o juiz levou em consideração o fato de o acusado não estar sendo localizado em diligências para prestar depoimento.

“Da garantia da ordem pública, vê-se a necessidade do recolhimento do indiciado, vez que sua liberdade coloca em risco a paz e segurança social”, comentou o magistrado.

Lojas foram fechadas em Macapá. Foto: Rodrigo Índio

Delegada Luiza Maia pediu a prisão. Foto: Olho de Boto

“Quanto à conveniência da instrução criminal, vê-se necessária a proteção do devido processo legal, garantindo a futura instrução criminal. Ademais, como se vê nos autos, foram realizadas diversas diligências a fim de localizar o representado JOSÉ GUILHERME MARTINS para prosseguir as investigações, sendo que não foi possível localiza-lo, estando em local incerto e sabido e, consequentemente, prejudicando de forma direta a investigação, bem como deixando evidente que não tem intenção de esclarecer os fatos”.

Ao aceitar o pedido da Polícia Civil, o juiz também mandou emitir o mandado de prisão.  

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